sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Foi emocionante'

O último programa do ano de 2010, da Rádio Nação Sandy e Junior (@nacaosej), aconteceu ontem a noite, 30 de Dezembro. O programa foi comandado pelo @fabiohs e a diretora @NatyPataro. Foi divertido a pesar da conexão falhar algumas poucas vezes devido ao grande número de acessos – o que, diga-se de passagem, é muito bom. Ao final do último bloco, o pessoal da Rádio preparou uma surpresa para os ouvintes. Além do @fabiohs e da @NatyPataro, o @BrunoMonin, o @paulofonseca_ presidente do Fã Clube Um Segredo e Um amor, o @FabysMoreira, @FernandaCacita, @PaulaKotouc deram um alô para o pessoal e cada um, ao seu modo, desejou um Feliz Ano Novo aos ouvintes. Mas emocionante mesmo, foi quando a @judoval_ falou já emocionada algumas poucas palavras e cantou com a voz embargada o início da música Vida de Marola. Impossível quem não tenha se emocionado. Para nós foi gratificante, afinal essa música, como a própria @judoval definiu, ser o hino das verdadeiras amizades, ainda mais as amizades que nasceram por causa de Sandy e Junior, é a inspiração para o nome do nosso blog. Perdoem-me se esqueci de alguém que tenha locutado ontem à noite. Mas estão todos de parabéns e espero poder acompanhá-los e ajudá-los no que for possível em 2011.

Feliz Ano Novo para todo o pessoal da Rádio Nação Sandy e Junior e todos os seus ouvintes. Muita paz, saúde, amor e $UCE$$O.

O melhor do ano'

Quer saber? Cansei daquela história de “Os melhores do ano”. Estou numa fase “tô’ nem aí”. Meu ano não foi melhor por alguém ou por muitas pessoas, por uma coisa especial ou por várias iguais. Afinal, ninguém é melhor do que ninguém. Nem eu melhor que você e nem você melhor que eu. Nem mesmo as coisas são umas melhores que as outras. Cada coisa tem a sua importância e seu valor.
Todo mundo aqui têm capacidade pra levantar a mão e dizer “eu fiz”. Quero mesmo ver quem tem capacidade pra chegar e dizer “nós fizemos”. Podem até dizer, mas é fato que sempre alguém* da um jeito de sobressair.
Nos últimos dias de 2009 eu mentalizava positivamente todos os dias “2010 vai ser O ano, 2010 vai ser 10”. Essa prática me fez crer realmente nisso e cada dia isso parecia mais possível, e quer saber? Realmente 2010 foi 10!!!
Mesmo com tudo o que possa ter acontecido. Algumas perdas realmente significantes, doloridas... Algumas frustrações, apertos, dor de cotovelo, solidão, tristeza, decepção, raiva... Tudo isso eu senti em 2010, admito. Mas os momentos passageiros, porém felizes, foram suficientes para passar por cima dessas coisas negativas. Foram suficientes pra eu parar e pensar “não, as coisas podem dar certo”. E realmente deu. Vivi momentos I N E S Q U E C Í V E I S nesse ano. Coisas que certamente me marcaram de forma eterna.
Algumas coisas me fizeram acordar, levantar a cabeça e seguir em frente. Algumas coisas aconteceram para eu saber que rumo realmente eu devia tomar. Algumas coisas aconteceram para me mostrar que nem sempre o pensamento “um dia pode dar certo” realmente vai dar certo. Então é necessário acordar, às vezes, se apegar em coisas insignificantes, mínimas, que para alguns até pareça tolo, mas que pra você é o grão de areia suficiente pra encher sua praia. Se apegue no que for necessário para sua evolução sem ter que passar por cima de ninguém... Mesmo que os outros passem por cima de você para se beneficiar...
Ah, e mais uma coisa. A evolução da identidade é um tanto cruel. Se você faz as coisas esperando reconhecimento, é melhor, então, que não faça nada. Às vezes é melhor passar por egoísta do que viver na completa decepção. O egoísmo faz com que as pessoas formem opiniões a respeito de algo que você pode, quando quiser, mostrar o quanto solidário você é... Já a decepção deixa-o de castigo e você, por mais que queira sair dessa, demora a conseguir e geralmente você nunca consegue sair dessa, sozinho.
Então pense: se você quer que seu próximo ano seja melhor que 2010, mentalize coisas boas e positivas. Não espere alguém ser o melhor e levar o mérito alegando que fez do seu ano o melhor. Ninguém pode fazer nada por nós a não ser nós mesmos. Seja você o melhor do seu ano.

Feliz Ano Novo’ Feliz 2011’

Retrospectiva 2010'

Último dia do ano, últimas horas do ano, última manhã do ano, últimos posts do ano aqui no blog... É... 2010 está terminando, mas vai deixar saudades, ao menos para mim. Lembro-me perfeitamente do mês de Dezembro de 2009, quando eu comentava com minhas amigas “2010 vai ser o ano, sinto que 2010 vai ser positivo, 2010 vai vir com tudo, 2010 vai ser 10”. No ano novo, em casa, com família e poucos amigos, na virada do ano em ponto, fechei os olhos e mentalizei “2010 vai ser meu ano, 2010 vai ser 10” e brindei à chegada de 2010 e tomei um gole de espumante para celebrar.
E não é que essa mentalização, esse pensamento positivo, essa busca pelo desejo, do querer “2010 vai ser 10”, deu certo?!
Infelizmente não vou relembrar tudo que aconteceu em 2010, nem mesmo em detalhes. Até porque, se isso acontecesse, eu precisaria escrever livros e não apenas um livro. Mas vou falar daquilo que eu lembro em uma breve (espero) retrospectiva.

Retrospectiva 2010 - Brinde ao Ano Novo'

Foi em casa com meus pais, meu irmão Fernando e Pablo e suas respectivas esposas e filhos, e uma amiga da minha mãe. Enquanto estávamos lá, comemorando, alguém no MSN deixava um grande texto pra mim me desejando Feliz Ano Novo e dizendo tudo o que estava sentindo a meu respeito. Isso me deixou com o coração um tantinho apertado, confesso. Após a comemoração em minha casa, fui para a casa de uma amiga e após todas estarem reunidas, fomos para o Bill Bar para comemorar o ano novo com os outros amigos. Eu estava com minhas melhores companhias. Meus queridos amigos e até algumas promessas para 2010, que, aliás, se cumpriram. Brindamos juntos ao novo ano e mentalizamos juntos aquela minha velha frase que já havia contagiado esses amigos “2010 vai ser 10”.

Retrospectiva 2010' - Primeiro filme do ano'

Em casa, à tarde, após dormir boa parte da manhã depois da festa, assisti ao meu primeiro filme de 2010. E não poderia ter sido melhor. O filme foi o grande campeão de bilheteria e que virou sensação: AvataR.

Retrospectiva 2010' - Primeiras Visitas'

As primeiras visitas de 2010, foram da minha prima de São José dos Ausentes – Campos de cima da Serra/RS – esposo e filhos. Passaram boa parte da tarde em minha casa.

Retrospectiva 2010' - Projeto 18K'

Em Março, falei com o Lucas pra ver se ele topava me ajudar a organizar a festa de aniversário surpresa pra kíssia que ia fazer 18 anos em Outubro. Ele topou na hora e se disponibilizou a tocar. Falei com a Débora em seguida que topou também. A Juuh e o Renan entraram nessa parceria também. Éramos os responsáveis e fizemos uma primeira reunião na casa do Renan em Gramado, em uma sexta-feira chuvosa pra caramba. Na reunião decidimos o que fazer e como fazer, opções de local para pesquisar preço e fazer, coisas a comprar, quem convidar... Nessa noite ganhei um boneco Robocop do Renan *-* Começou então, a correria pra conseguir dinheiro pra fazer a festa. E o primeiro “evento” que fizemos, foi uma festa no Botequim Santana. Primeiro ia ser uma festa junina. Quantas noites indo dormir com o dia quase amanhecendo por estar à noite toda fazendo bandeirinha, quanta correria pra fazer tudo a tempo e a festa não sair. Fomos enrolados – Parte I. A data foi remarcada mais duas vezes. Fomos enrolados – Parte II e III. Até que uma nova festa foi “criada”. A Unique W, no dia 9 de Abril, numa sexta-feira. Fiquei até de manhã praticamente. Na hora de ir embora a Juuh, Paty e kíssia foram para minha casa. Juuh e Paty trocaram a roupa da festa por uma roupa confortável. Tomaram sopa de Capeletti e foram trabalhar. Sim! Foram cuidar das criancinhas na creche. E eu e a kíssia fomos dormir. Dormi das 8:00am até às 9:15am. Acordei, tomei banho e café da manhã. Arrumei-me e a Monise, a Taís, Nicole e Talytha chegaram à minha casa. Nós íamos para o sítio da Monise, pois a noite tinha a festa do Chapéu. E tava boa. Voltando ao projeto, já tínhamos parte da grana. Mas faltava muito ainda. Durante este meio tempo foi criado um perfil no Orkut e um MSN onde eu e a Débora Drechsler começamos a convidar os convidados e mandar informações da festa para todos. Recebemos vários elogios pela dedicação e organização. Fizemos mais uma festa no botequim no dia 18 de Setembro para arrecadar mais grana para a festa da kíssia. E também para comemorar o meu aniversário, aniversário da Juuh e do Lucas Benetti. Logo depois encomendamos chapéus, óculos, pulseiras neon, balões neon, balões espaguete, balões metalizados, luminárias de fibra óptica, entre outras coisas, para a festa da kíssia. Fizemos um banner para ela ao invés do quadro de assinatura, nossa primeira ideia. Um mês antes da festa alguém deixou escapar para a Kíssia o nome "Projeto 18" e isso levou ela a desconfiar de algo. Imediatamente troquei o nome da festa, do perfil da festa e do MSN para Secret Session. E comuniquei todos os convidados. Na semana da festa o Pablo falou comigo no MSN para ver se eu queria que ele, o Douglas e o Ataí, tocassem na festa da kíssia. Como o Pablo já era convidado da festa eu topei na hora né?! Fui com ele e o Douglas na quarta-feira, antes da festa para eles verem o local e o que iria precisar de som. Aproveitei para pagar o tiozinho dono da Fazenda. No sábado antes da festa, pela manhã fui cortar meu cabelo, o Lucas e o Renan foram em minha casa com o pai do Lucas para deixar a caixa das decorações e balões comigo e foram até a fazenda para irem instalando o som. Eu, Débora e Juuh ficamos na minha casa enchendo os balões. A tarde fomos para o salão. A Juuh limpou tudo porque, sinceramente, paguei tacha de limpeza pra nada, e o chão tava todo engordurado. Depois da limpeza começamos o trabalho. Meu pai estava lá para nos ajudar e a Lara minha sobrinha pra nos entreter. Nesse momento, nossos ajudantes e convidados, Beto e Lê chegaram. Em seguida Pablo e Jéssica e todos começaram a “por a mão na massa”. Meninas cuidaram da decoração enquanto os meninos cuidaram da colocação do som e luzes de neon, violeta, strobo, máquina de fumaça e amplificadores pelo salão. Mais tarde fomos pra casa, eu, Juuh e Déh. Deixamos a Juuh na casa dela e fomos para o mercado comprar refrigerante, Ice e energéticos. Depois meu pai levou eu e a Déh pra casa para tomarmos banho, jantar e nos arrumar para o aniversário. Mais tarde meu pai pegou as bebidas que compramos e foi até a casa da Juuh buscá-la e levou-a até a fazenda onde ia ser a festa. Mais tarde na minha casa a Kíssia chegou com a Kelly para mais tarde irem para a suposta festa que a Kíssia imaginava que ia. Tudo armado, tudo um plano. Ai a mãe da Kíssia deixou elas na minha casa, voltou em casa, pegou a Duda irmã da Kíssia e o pai delas. Pegou o Adriano e os salgados e vidros e foram para a Fazenda. Quase meia-noite o Bernardo Bazzan (o Bê) chegou na minha casa para nos levar até a fazenda. Minha mãe foi no carro da frente com a Kelly enquanto eu, Kíssia e Débora fomos no carro do Bernardo. O Bernardo foi, de propósito, errando o caminho até a fazenda para que eu pudesse, no banco de trás do carro, contar pra Kíssia da festa dela. Que estávamos levando-a para a festa dela. Afinal de contas, como no domingo anterior ao sábado da festa ela chorou pedindo para que a gente não aprontasse nada imaginando que íamos fazer algo na data mesmo do aniversario dela, prometemos que não íamos fazer nada e ela acreditou. A verdade é que não cancelamos festa nenhuma e saiu tudo como o esperado. Todo mundo que foi curtiu. E sinceramente, a festa superou nossas expectativas. Foi MEGA!

Retrospectiva 2010' - Unisinos'

Ingressei na Universidade. Unisinos é parte de mim e eu sou parte da Unisinos agora. Esse convívio de graduação com pessoas de diferentes cidades me possibilitou conhecer outras realidades e fazer novos amigos. Alguns, bons amigos.

Retrospectiva 2010' - Vestibular de verão'

Fui para Tramandaí fazer o vestibular de verão da UFRGS. Foram quatro dias de prova, estava na praia, mas na casa da minha irmã. Acordava, tomava café da manhã, um Red Bull, lia um pouco do meu livro “JN Modo de Fazer” – que havia ganhado da minha mãe no Natal, tudo isso para não cochilar durante a prova – prova durante a manhã, chegava em casa, almoçava, descansava, passava a tarde lendo/estudando, tomava banho, jantava e dormia. Foram dias cansativos. E não passei no vestibular, mas também não fiquei com média baixa. Aproveitei a quinta-feira, passeei com meu sobrinho Héber; na sexta-feira meu pai chegou com minhas amigas lindas @GabiKitty e @kissiacarolina. Primeira coisa que fizemos foi ir à praia onde nadamos, caminhamos, vimos o Pig (qual deles não sei agora), vimos uma pipa* e rimos muito. À noite, após banho, após jogar sinuca, tomar caipirinha e jantar fomos para o centro de Tramandaí onde encontramos um conhecido (meu e da Bunitiinha) do vestibular que fizemos na Unisinos em Novembro de 2009 (e passamos), saímos, conversamos, dançamos naquelas maquininhas em um shopping, fiz a Kíssia ficar com as bochechas vermelhas, pois apresentei ela para um carinha que ela tinha visto mais cedo, praticamente atravessamos a cidade e fomos até a casa do Victor, amigo do meu sobrinho. Lá jogamos sinuca, tomamos um pouco de cada coisa que tinha lá, espumante, coquetel, Ice, Vodka e sei lá mais o que. Depois, às 5:30h da manhã fomos até a casa do Héber onde entrei, peguei a câmera da kíssia, saí sem fazer barulho – o Héber entrou e esbarrou em alguma coisa fazendo barulho e depois saiu – e fomos para a praia ver o Sol nascer. Foi divertido até que... né?! Bom, os casais se formaram. Voltamos para casa às 8 horas da manhã. Chegamos, limpamos os pés, entramos, deitamos e dormimos – eu, Kíssia e Kitty. Mais tarde a Joana foi nos acordar para almoçar. Levantamos, nos arrumamos, almoçamos, assistimos uma parte do filme e fomos deitar descansar e conversar. Levantamos e fomos para o centro. Era hora das compras. Tomamos sorvete no MC Donalds. Na volta tomamos de Dindinho e tomamos um banho de chuva. Descemos no lugar errado quando vimos que estávamos indo para a praia. Mas felizmente, não estávamos longe da casa da minha irmã e a chuva já tinha estiado. Entramos, tomamos banho e fomos nos arrumar. Tentei falar com minha mãe que estava em Curumim na casa de umas amigas para que ela ficasse mais tempo na praia ai então, no domingo eu sairia de Tramandaí e iria para Curumim junto com a Kíssia enquanto meu pai e a Kitty voltariam para Canela. Mas não deu certo. Minha mãe disse que ia mesmo voltar no Domingo. Então fomos jogar sinuca já que também não íamos sair para ir a uma boate local onde ia ter show com Pura Cadência. Olhamos filmes e fomos dormir (porque eu comecei a ficar incomodada de novo). No outro dia acordamos, arrumamos as malas, jogamos sinuca, almoçamos, jogamos sinuca, tomamos banho, coloquemos as malas no carro e fomos para a loja da minha irmã e até a Rodoviária, que fica praticamente ao lado da loja Qualetá Móveis (nome da loja da minha irmã), levar a kíssia que ia para Curumim. Esperamos ela embarcar, eu e a Kitty. Voltamos para a loja e então, foi nossa vez de dar tchau. Entramos no carro e voltamos pra Canela. Eu e meu pai deixamos a Kitty em casa e fomos nós dois, para nossa casa. Chegamos e minha mãe ainda não estava em casa. Demorou um pouco mais a chegar, mas chegou. A Kíssia ficou de mandar noticias quando chegasse a Curumim. Estava demorando até que meu pai me falou que ela realmente ia levar mais tempo para chegar a Curumim do que nós em casa. Dormi cedo, não estava legal. No outro dia fiquei sabendo que a Kíssia havia chegado perto das 11:00pm, e também havia ficado ruim e então sua mãe a levou para o postinho de saúde de Curumim. E ela ficou aproveitando a semana dela na praia e eu em Canela procurando emprego enquanto a Kitty já estava trabalhando.

Retrospectiva 2010' - A procura de emprego'

Janeiro, Fevereiro, Março, Abril e Maio correndo, Canela e Gramado, atrás de emprego. E finalmente consegui. Em uma quinta-feira deixei o currículo na Twin Cópias e Impressos Digitais, no Jornal de Gramado e no Jornal Integração em Canela. Cheguei em casa PODRE de cansada. Na tarde de sexta-feira, o dono da Twin me ligou para fazer algumas poucas perguntas e marcar uma entrevista. Na segunda-feira fui até a Twin, fiz a entrevista e fui contratada para um mês de teste. Caso desse certo esse um mês, estaria contratada definitivamente. Comecei a trabalhar no dia 4 de Maio. Estava trabalhando a três dias na Twin, quando cheguei em casa após o trabalho e minha mãe contou-me que o dono do Jornal Integração havia me ligado para marcar uma entrevista de emprego. Fiz a entrevista, falei com o Cláudio dono do jornal, ficamos combinados então que eu cumpriria um mês de experiência que havia combinado com o João, dono da Twin e meu atual patrão naquele momento, mas caso eu quisesse trabalhar no jornal, avisá-lo-ia para que ele pudesse contratar outra pessoa para trabalhar em meu lugar. Após um mês na Twin, era para eu entrar em contato com o Cláudio para que combinássemos uma data para eu começar a trabalhar no jornal, a principio na recepção, pois a Manu (@manu_zini), recepcionista do jornal, iria passar para o setor financeiro do jornal. Ok, não era diretamente como jornalista, mas eu já estaria no meio né?! Cumpri meu um mês na Twin dia 4 de Junho – e diga-se um bom mês, a pesar dos tristes pesares. Foi um mês cansativo em que eu levantava antes das 6:00am, tomava café, me encapotava, pois era inverno, ia para a Rodoviária de Canela, pegava o ônibus para Gramado, caminhava até a Twin, algumas vezes chegava ensopada*, ia para a minha sala gelada trabalhava a manhã toda fazendo ligações e cobrando o povo, no horário de almoço ia para a casa do meu irmão que ficava bem pertinho da Twin, almoçava, me esquentava, descansava e/ou jogava vídeo game e voltava a trabalhar. Trabalhava a tarde toda fazendo mais ligações, cobrando o povo, recebendo pagamento do povo, emitindo notas, indo ao banco... Saia da Twin as 6:15pm, ia até a Rodoviária, pegava o ônibus, chegava em Canela na Rodoviária, meu pai estava me esperando para me levar para casa, chegava, jantava, tomava banho e ia dormir. Isso tudo nas segundas-feiras, quartas, quintas e sextas-feiras, pois nas terças-feiras era dia de ir para a Unisinos onde eu estava no meu primeiro semestre de faculdade, cursando jornalismo, fazendo a cadeira de Introdução ao Jornalismo com o professor Eduardo Veras o qual trabalhou em torno de 20 anos como repórter na Zero Hora. Eu saía da Twin as 4:30pm, passava em uma padaria, comprava algo pra comer e ia até a parada onde eu ficava esperando para pegar a van para ir para a Unisinos. Cheia de coisas. Maior dificuldade para entrar na van. Ia dormindo até a Unisinos e, quando possível, voltava dormindo também. Chegava em Canela quase meia noite. Chegava em casa, e ia dormir e no outro dia era tudo de novo. Passou um mês, me despedi do pessoal da Twin, Fernanda, Arthur, Adriana, Guilherme, Niçara, em um almoço (salshipão) na casa da Adri. À tarde levei lanche para a galera. Bolo esponja com cobertura de brigadeiro. Estava ótimo. E no final do dia a despedida e a promessa de voltar visitar sempre que possível. Mas uma coisa eu gostei de ouvir. Um dia antes, dei me despedi do meu patrão, o João, e ele disse que se caso não desse certo no jornal, eu poderia voltar. Sinal de que, se eu ficasse ali, eu seria admitida definitivamente.. Ele havia me dado a maior força mesmo, para ir para o jornal, afinal tem a ver com a faculdade que faço, enquanto trabalhar com finanças não tinha em nada a ver com o meu curso. Três dias depois entrei em contato com o Cláudio do jornal. Ele havia esquecido que tinha me prometido o emprego. Fiquei sem mencionar nada na sala onde eu estava conversando com o Cláudio e a esposa dele. Até que ele perguntou para a esposa dele se a Manu ia mesmo passar para o financeiro e ela disse que não. A Manu iria continuar na recepção e apenas auxiliar o financeiro quando necessário. Fiquei apavorada. Pensei: “sai de um emprego que estava certo para vir para um que estava prometido a se cumprir e agora não serei mais empregada?”... Ninguém falava nada até que o Cláudio disse que havia me prometido o emprego e ele ia me dar. Mas não o da Manu. Eu iria, segundo ele, trabalhar na redação junto com os já jornalistas que trabalhavam na redação de Canela. Disse para eu ir para casa eu ligar para ele no dia 18 de Junho para saber quando eu ia começar. Aproveitei aqueles dias para estudar, afinal, o final do semestre se aproximava, viajei, passeei... E no dia 18, liguei para o Cláudio e ele disse que dia 21 de Junho, segunda-feira, eu poderia ir à redação as 8:00am e começar a trabalhar. Aproveitei meu último final de semana totalmente de folga para descansar e organizar algumas coisas. Estava lá na segunda-feira, às 8:00. Fiquei uma hora sentada esperando ele concluir a reunião com seus vendedores de anúncios. Ele saiu da sala de reunião, me apresentou para o pessoal da redação e financeiro e me fez ler os três jornais do Integração. Jornal Integração das Hortênsias, Jornal Integração dos Campos de cima da Serra e Jornal Integração do Paranhana. Passei a manhã toda em uma cadeira lendo jornal. Fui pra casa almoçar e a tarde estava de volta. Criei um e-mail para mim para usar no jornal e fiquei a tarde toda lendo. Às 5:00pm, o editor chefe do jornal, o Rafael, disse que eu podia ir pra casa, pois não teria nada para eu fazer. Segunda-feira é dia de fechamento do jornal, então estava todo mundo na correria. Foram dias tranqüilos. Na quarta-feira, pela manhã, fiz minha primeira matéria para o jornal. Foi na Biblioteca Pública de Canela e foi página inteira. Na quinta-feira, fiz umas fotos do Festival Internacional de Bonecos de Canela e sai com o Rafael para fazer uma pauta de uma votação que tava rolando na cidade. Na sexta-feira, quando peguei o jornal eu pude ver, não só a matéria da votação e da Biblioteca Pública de Canela em página inteira como a foto de capa do jornal, que era uma foto minha, que eu tirei. Fiquei mega feliz. E assim foi e estou no jornal há seis meses.