quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Se apegar ou não as pessoas’ ?

Li em um site ontem a tarde um artigo intitulado “Você se apega muito rapidamente às pessoas?”. Ao final do artigo cheguei à conclusão de que ele é pra mim, pois me identifiquei 100% com ele. Ou seja, cheguei à conclusão de que muitas coisas devem ser diferentes a cada novo relacionamento seja com amores e/ou amigos.
O que dói mais? Terminar um namoro ou uma amizade? Cada um vai ter a sua opinião a respeito disso, mas antes de você já ir respondendo a essas questões, leia atentamente o artigo escrito pela Dra. Rosana Braga.

Já desconfiou ao final de algum, (ou vários) relacionamentos, que seu maior erro é se apegar muito depressa ao outro? Já teve a impressão de que tudo acabou porque você sufocou, pressionou ou cobrou demais, perdendo a linha do equilíbrio e do bom senso e cansando a pessoa que estava com você? Se percebeu, já é um ótimo começo para a mudança. Afinal, somente quando nos damos conta do que não está bom é que podemos passar a ter um novo comportamento. No entanto, muitas pessoas nem percebem. Começam e terminam relações sem notarem que o problema está no ritmo. Ou melhor, na ansiedade, no medo de perder, na mania de “passar a carroça na frente dos burros”, como se diz popularmente. Em geral, são pessoas carentes e que, no fundo, não acreditam que merecem ser amadas. Ou seja, a questão é, antes de qualquer coisa, sobre autoestima. Sentem-se inseguras e duvidam o tempo todo dos sentimentos do outro. Tentam, a todo custo, obter provas de que realmente são dignas de sua companhia e atenção. E, assim, tornam-se tensas e sem graça. Um modo eficiente de começar a reverter esse cenário é imaginar a situação sob outro ângulo. Como se você fosse o outro e o outro fosse você. Imagine estar com alguém que se submete o tempo inteiro e praticamente implora amor. Imagine que qualquer atitude sua nunca seja suficiente para que o outro se sinta satisfeito e amado. E ele sempre cobrasse mais. Não de um modo carinhoso, mas de um modo magoado e bravo. Difícil mesmo se manter encantado e interessado por pessoas cuja mente e coração ainda não entraram em sintonia. Elas mesmas não reconhecem os motivos pelos quais podem e merecem ser amadas. Não conseguem enxergar nelas mesmas características convincentes e suficientes, e por isso não aceitam e não confiam na demonstração de afeição do outro. Tente descobrir o que, segundo sua própria opinião, está te faltando. A partir de hoje, antes de cobrar amor ou atenção do outro, cobre de si mesmo. Questione-se: o que me falta para que eu seja adorável? O que preciso encontrar em mim mesma que me faça acreditar que é impossível não me considerar agradável e querida? Falta charme, persistência, humor? Falta coragem para me colocar, para dizer o que penso e sinto? O que falta? E de pergunta em pergunta, vá descobrindo suas lacunas e preenchendo uma a uma, até que se dará conta de que pode ser mais e melhor toda vez que olha para si e se dá a chance de se ver de verdade. A chance de se amar e se alimentar antes de morrer de fome de um amor que é do outro e que você ainda não fez por merecer. Apego é fome. Apego é desespero. Apegar-se é implorar. E não há nada mais pobre e ineficiente do que suplicar sentimentos. Se você não o tem é porque ainda não aprendeu a conquistá-lo ou porque não é aí, nesse lugar, com essa pessoa, que vai encontrá-lo. Saber se deve ficar, até quando, ou simplesmente ir embora é, no final das contas, também uma questão de autoestima. Enxergue-se e se torne em quem você quer ser. E tudo será bem mais fácil...

Muitos agora vão dizer, “o negócio é pegar e não se apegar para não se magoar”. Tudo bem, de certa forma até concordo com isso e ás vezes até falo isso para minhas amigas. Mas sempre penso, do que adianta “pegar” por pegar, ficar por ficar se no final você vai voltar a estaca zero e estará a sós? Do que adianta fazer amizade com muitas pessoas, mas não ter um único amigo de verdade para compartilhar as coisas, principalmente seus segredos ou mesmo aquele momento em que você só quer companhia pra ficar em silêncio?
Sinceramente acredito que, por mais que estejamos expostos aos riscos de se decepcionar, de ficar magoado e até mesmo de ser enganado, devemos correr o risco. É melhor viver aquele momento, ser feliz enquanto for possível, do que ficar remoendo pensamentos possessivos e medrosos e imaginando o que de ruim poderá acontecer. Enquanto você se fecha no seu mundo o tempo está passando, você envelhecendo e deixando de viver. De arriscar. Estará perdendo tempo de encontrar alguém em que você possa se apegar e não se decepcionar nem com esse outro alguém, seja um novo amor e/ou um novo amigo, ou você mesmo. Pense nisso e siga em frente. VIVA!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Iemanjá'

A grande mãe, o oceano que origina tudo'

No dia 2 de Fevereiro se comemora um dia muito especial. Principalmente as pessoas que moram no litoral, os navegantes, os que idolatram o mar, sua beleza, sua riqueza e tudo mais que está envolvido nessa imensidão que são os oceanos e o encontro dos mesmos. Hoje é dia de Iemanjá.
Do ventre de Iemanjá saíram todos os Orixás e dos seus seios correm os rios que fertilizam a terra. Como toda matriarca, é benevolente e preocupada com o bem-estar de todos, mas exerce uma autoridade mais pela astúcia que pela força. Iemanjá é a imperatriz fecunda e resoluta totalmente aberta à criatividade. É Deusa da nação Egbá, nação Iorubá, onde existe o rio Iemanjá.
Ligado a Iemanjá, está Exu marabô que tem atuação sobre toda a orla marítima e áreas de pesquisa científica. Encarregado de fiscalizar o plano físico, distribuindo ordens aos seus comandados, nos mais diversos planos de sua jurisdição. Dificilmente baixa em terreiros. Fala e escreve perfeitamente o francês. Quando incorpora, usa o nome de seu companheiro Agalieraps [Mangueira].
Umbanda por influência do sincretismo, promoveu Iemanjá como nova entidade, criação puramente brasileira. Moralizada como mãe de todos os orixás, assimilando-a com Nossa Senhora, mãe de Deus. Nela ficam condensadas as características das diversas entidades femininas.
Iemanjá tendo sua manifestação positiva: Magnitude, criatividade, destemor, constância, gestação ou o inverso: rudeza, insensibilidade, medo demasiado, e excessivo, crueldade, orgulho desmedido, gula; a Mãe é reconhecida como estando na segunda posição de autoridade, mas é apática, falsa e pouco disposta a atender as necessidades dos outros.
A representação de Iemanjá que se tem difundida superou em muito a imagem de sereia ou de grande mãe cujos seios descem até o chão. Hoje é uma moça branca a sair do mar, cheia de luz, santa da igreja católica. É gritante a semelhança imposta pelos católicos mesmo que apresente traços sedutores, é antes de tudo a mãe boa, desafricanizada.
Descrita como orixá mãe, Iemanjá recebe sempre esplendidas oferendas florais que são devotadamente depositadas em todas as praias do Brasil. Mas esta é apenas uma faceta do orixá, cujas qualidades negativas ficam ocultas para o grande público. Para os leigos é costume considerar que ela é a esposa de Oxalá, e, várias lendas aludem a sua rivalidade com Nanã.
Também temos lendas que coloca Iemanjá esposa de Orumilá, de quem teve Ifá, o oráculo, e de Orãnhiã, o fundador da cidade de Oió. Iemanjá Gumté é casada com Ogum, ela usa espada. Sob a forma de Iya Massé, Iemanjá unida a Orãnhiã, deu inicio a sagrada dinastia dos primeiros reis de Oió.
Iemanjá é vista um pouco menos feminina que algumas outras orixás, porque é mãe dos orixás e é claro, mais velha e inibida. Apesar de seus gestos meigos, ela mostra menos interesse em dar-se ou prestar atenção nos outros. Ela é em geral, mais distante e em sua meiguice, Iemanjá é interpretada, simplesmente, como boas maneiras.
Propícia a obesidade, câncer de mama, problemas de coluna, doença mental. Seus filhos sentem-se donos da verdade, passam à aparência de calmos, polidos, meigos, humildes, mas no fundo são muito arrogantes, e você não sabe o que na realidade estão pensando. O aspecto físico é marcado pelo corpo e a ossatura grande, ancas largas, seios generosos.
Esposa e mãe fiel, eficiente, enérgica, mas ciumenta, possessivas, Iemanjá é muito mais mãe do que esposa. Bastante independente em relação aos homens, maridos, amantes, ou pai. Seus sentimentos maternais exprimem-se antes no zelo e no amor com que se dedicam á educação de crianças que podem até nem ser delas do que dando dá à luz a inúmeros rebentos.
Iemanjá é feroz, é mista. Tem personalidade forte. É sereia!
Os filhos de Iemanjá são quase sempre sensíveis, emotivos, e podem ter dupla personalidade. São metódicos, aceitam com revolta seu destino, sentem fascinação por tudo que seja oculto. Por vias de regra são de estatura forte, são amáveis, porém vingativos. Têm tendência a mais de um casamento. A revolta intensa dos filhos de Iemanjá é comparada às ondas do mar. Num constante vai e vem por toda a vida. Calmos, sérios, cheios de aparente dignidade são sensuais, fascinantes. Fechados, tranqüilos, doces, pacientes, prestativos, mas quando se enfurecem... Sinceros. Parecem estar sempre julgando, dão a impressão de falar só por boas maneiras, por obrigação. Quando dão uma pancada é como a pancada do mar: A pessoa nunca sabe onde vai rebentar. Não gostam de anarquias, brigas. Dificilmente um filho de Iemanjá fala bem de alguém. Muitas vezes são mesquinhos, conformistas, mas não duvide que traia alguém para conseguir alguma coisa.
Iemanjá - cujo nome deriva de yeyé omo eja [mãe cujos filhos são peixes]; Água doce - Gosta de bailar, é alegre, correta, cuida dos doentes; Companheira de Ogum - trabalhadora, briguenta, violenta, feiticeira, baila com uma cobra enrolada no braço; é sábia, orgulhosa, respeitada até por Ifá, que lhe acata as decisões; que vive na espuma; na ressaca, enroscada em um manto de limo, muito lenta e esquecida, recebe os ebós junto aos mortos; para guerrear , vive nos poços e mananciais dos bosques ,ligação com ogum; ligação com as nuvens , direcionando suas águas; Sereia - com o corpo coberto de escamas e pelos prateados, alimentação, cura de maus Boris; está associada á foz dos rios e quebra-mares, mãe dos peixes e de todos as cabeças; É invocada para trazer prosperidade e abundância; É um orixá que tem o poder da curar as doenças com água, sem derramamento de sangue, com sua própria riqueza, os peixes, pode curar um mau ori, no ato do ebóri; É um dos orixás mais velhos entre os irunmonlés, podendo algumas vezes comer junto com os eguns.
Íyá mí nsé owó pélé-pélé nínu omi
Está é a frase de impacto de Iemanjá que significa “Minha mãe esta erguendo as mãos,suavemente dentro das águas”.
E para quem gosta de símbolos e procuram referencias para ofertar, o que está ligado a Iemanjá são as seguintes coisas:
A água é elemento de Iemanjá, sendo a água salgada a representação da natureza. Iemanjá usa abebé (leque prateado) como seu emblema. Jasmim, folha-da-costa, aguapé, algafarra são ervas ofertadas; A prata e platina são os metais, rosa e palma branca podem ser as ofertadas assim como as frutas, mamão, melancia, graviola e uvas brancas; Suas preces podem ser focadas as doenças na barriga e seios, obesidade e câncer de mama; água salgada e o templo são os locais preferidos para se fazer às oferendas contando que o melhor dia para isso é sábado. Em numerologia, Iemanjá está nos números são 8 e 16; E como todos sabem, azul e branco são suas cores principais, mas a cor rosa também é considerada; “Odomiô” e “Odoiá” são suas saudações, cumprimente a imagem de Iemanjá dessa forma; e a âncora e o leme são as ferramentas essências para estar seguro.

E como homenagem a Iemanjá, dedico a música “Iemanjá” da Banda gaúcha Chimarruts. Essa foi a primeira música de trabalho do grupo e está em seu primeiro CD de trabalho.

Hoje o reggae bate forte na cabeça,
Como vento bate forte lá no litoral.
E as ondas são como a batida da guitarra,
Ou então como no toque do meu berimbau.
E as estrelas são meu grito de alegria ♪

E euforia quando o dia é de carnaval.
Então eu danço com meu povo e minha mente gira,
Pois a alegria tem que tomar conta do lugar.
Que de maldades eu estou cheio e quero fantasia,
Porque sou filho de Ogum e de mãe Iemanjá. ♫

Iemanjá vem lavar a nossa fé
E Ogum pai do sol
Ilumina o meu caminho eu quero viajar. ♪

Pois hoje eu quero viajar prá lá do céu,
Onde não haja fronteiras para me barrar.
Quero subir nas estrelas e de lá ver o mar,
Ver o sorriso da criança livre a brincar. ♫

E vou plantar uma semente no seu coração,
Para colher futuramente uma nova nação.
Desigualdades e injustiças há de acabar,
Porque sou filho de Ogum e de mãe Iemanjá. ♪

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Loucos e Insanos Publicitários’

O primeiro dia de Fevereiro inicia marcando o dia do publicitário. No twitter a hastag #diadopublicitario está em segundo nos Trending Topics Brasileiros. Isso é parabenizar os loucos insanos e santos* publicitários.
Publicidade é uma profissão concorrida, que sempre há vagas no mercado de trabalho, mas apenas os bons se destacam. É preciso criatividade, agilidade e eficácia. Apenas ser bom não basta, é necessário dar seu palpite, se intrometer, mas sem deixar de ser educado. Você deve sim, correr e garantir seu espaço. Quanto passar por cima dos outros, bom, isso vai da índole de cada um, infelizmente.
Mas de qualquer forma, estou aqui para parabenizar o profissional publicitário que também faz parte da área da comunicação, na qual eu também atuo como jornalista. Sejamos loucos como todos dizem que recebemos menos do que os nerds das exatas, mas que sejamos felizes com a liberdade limitada que temos para criar e expor nossas ideias (e opiniões). Não discordem quando falarem “o cliente sempre tem razão”, mas acrescentem que vocês podem induzí-lo a criar uma nova opinião.
Que vocês sejam salvos no momento do julgamento e por isso peço a proteção para vocês e dedico-lhes o seguinte:
Oração do Publicitário

Pai nosso que estais no céu,
Santificado seja vosso cliente.
Venha a nós a vossa agência,
E seja feito o vosso briefing
Assim no brainstorm como no insight.
A criação nossa de cada dia nos daí hoje.
Perdoai as nossas más ideias,
Assim como nós perdoamos o anuncio que não tenha vendido,
E não nos deixei cair em má comunicação,
Mas livrai-nos do Conar!
Amém!
Do Best Seller O Deus da Criação – Uma visão Teológico-criativa Religiosamente Publicitária, de Adilson Xavier.

Fevereiro, o mês oprimido’

Bom dia queridos leitores, twitteiros e maroleiros. Leitores do blog, twitteiros que me seguem no meu twitter (@Darciane_) e maroleiros que seguem o @vidademarola. Passamos o mês de Janeiro e chegamos ao mês de Fevereiro. O menor mês do ano, afinal de contas, como todos sabem, Fevereiro tem apenas 28 dias. Exceto em anos bissextos em que fevereiro ganha mais um dia. E isso acontece apenas de quatro em quatro anos.
Mas duvido que alguém na face da terra nunca tenha se perguntado “por que Fevereiro tem apenas 28 dias? Por que Março não tem 28 dias ao invés de Fevereiro?”. Pois é, essa é uma dúvida que apenas cientistas podem explicar, e olha lá.
Em pesquisa para sanar essa dúvida de quantidade de dias para cada mês, achei uma publicação online da querida e sempre interessante Revista Mundo Estranho a explicação rápida e fácil sobre essa questão. E aí está:

Por que o mês de fevereiro tem 28 dias e os outros oscilam entre 30 e 31?

Nos últimos tempos da sua monarquia, por volta do século VI a.C., os romanos adotaram um calendário baseado nas mudanças de fase da Lua, com 355 dias distribuídos em 12 meses. O ano começava em março e terminava em janeiro, sendo que os meses tinham 29 ou 30 dias. Fevereiro, o décimo - primeiro mês, era considerado de mau agouro e ficou com apenas 28 dias. Mas, durante o Império, em 46 a.C., sob o governo de Júlio César, houve uma mudança significativa: o calendário passou a se basear no ciclo solar. Os meses, então, mudaram todos para 30 ou 31 dias, somando 365 no período de um ano. Nesse mesmo período, foi instituído o ano bissexto - mudança inspirada no calendário dos egípcios -, com um dia adicional a cada quatro anos. Em 44 a.C., no segundo ano de vigência do calendário Juliano, o Senado decidiu homenagear o imperador e propôs que o mês Quintilis, com 31 dias, passasse a se chamar Julius (julho).
Três décadas depois, em 8 a.C., o nome do oitavo mês, Sextilis, foi mudado para Augustus (agosto), em honra ao então imperador César Augusto. Como um César não podia ter mais dias que o outro, agosto - que tinha originalmente 30 dias - ganhou mais um, retirado de fevereiro, que ficou com 28. Para manter o critério de alternância do calendário instituído por Júlio César, setembro passou para 30 dias e assim sucessivamente. Bem mais tarde, já no século XVI, o papa Gregório XIII inaugurou um novo calendário, corrigindo algumas distorções do sistema romano. Mas o calendário gregoriano, adotado até hoje pelo mundo cristão ocidental, não mexeu no número de dias de fevereiro.

Bom, agora está explicado porque fevereiro tem apenas 28 dias, com exceção dos anos bissextos em que há 29 dias, e os outros meses oscilam entre 30 e 31 dias, fechando o ano com 365 dias, ao contrário do ano bissexto que tem 366 dias.
Quanto número hein gente? O problema é que os anos estão passando cada vez mais rápido e nossa identidade ficando cada vez mais “velha”. Mas isso não importa, contanto que fiquemos mais experientes’;)
Alias 2012 será ano bissexto e muitos dizem que o ano vai acabar. Eu não acredito, mas tudo bem. Parabéns adiantado aos que estão esperando esse ano passar logo para comemorar seu aniversário no dia 29 de Fevereiro de 2012.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Primeiro mês do blog’

Tempinho que não posto aqui. Então aqui está o post de número 33. E digamos que se fomos contabilizar, em um mês de sobrevivência do blog, é praticamente uma postagem por dia (e um pouco mais). Então, para meus poucos, mas fieis seguidores e amigos tanto aqui no blog, quanto no twitter, agradeço o apoio e a divulgação de vocês todos.

Espero mesmo que Fevereiro venha com energias positivas para mim, para vocês e para quem venha a ler esse blog. E, além disso, espero muito, muito mesmo, que venha a mim inspiração, fatos e fotos e motivos para escrever mais e mais e postar aqui no blog. Ele ainda está engatinhando. Apenas um mês, mas um mês significativo por muitos motivos impressos nos posts anteriores e por motivos guardados em minha lembrança e não acrescentados no blog.

Então, que o primeiro mês de 2011 e o primeiro mês da segunda década do século XIX tenha sido bom e que Fevereiro seja muito bom. E “vamo que vamo” maroleiros.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Melhores Amigos’ Pingo’

Marley me ensinou há viver cada dia com alegria e exuberância desenfreadas, aproveitar cada momento e seguir o que diz o coração. Ele me ensinou a apreciar coisas simples – um passeio pelo bosque, uma neve recém-caída, uma soneca sob o sol de inverno. E enquanto envelhecia e adoecia, ensinou-me a manter o otimismo diante da adversidade. Principalmente, ele me ensinou sobre a amizade e o altruísmo e, acima de tudo, sobre lealdade incondicional.
Era um conceito interessante que só então, após a morte dele, eu compreendia inteiramente. Marley como mentor. Como professor e exemplo. Seria possível que um cachorro – qualquer cachorro, mas principalmente um absolutamente incontrolável e maluco como o nosso – pudesse mostrar aos seres humanos o que realmente importava na vida? Eu acreditava que sim. Lealdade. Coragem. Devoção. Simplicidade. Alegria. E também as coisas que não tinham importância. Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. Enquanto eu escrevia a coluna de despedida para Marley, descobri que tudo estava bem à nossa frente, se apenas pudéssemos ver. Às vezes, era preciso um cachorro com mau hálito, péssimos modos e intenções puras para nos ajudar a ver.”

Essas são palavras tiradas do livro “Marley e Eu”, que deu origem ao filme com o mesmo título. Com certeza há muitas pessoas que ainda não viram esse filme. Mas quer saber? Deveria ser obrigatório todos assistirem-no. Mas tenho a certeza que quem já leu o livro e/ou viu o filme, não teve como conter as lágrimas; pois o mesmo é emocionante e nos faz ver o real valor das coisas e como um cachorro – ou qualquer outro animal – de estimação não é só um cãozinho qualquer, mas sim alguém que pode fazer parte da nossa família, ser a nossa família, sem dúvida nosso melhor e mais importante amigo.
Eu já tive muitos cães. Gatos, alguns, mas cães vários. Alguns eu talvez nem lembre os nomes, pois era muito pequena e também, foram tantos... Mas vou dedicar esse trecho de “Marley e Eu” aos que eu lembrar e não lembrar de citar aqui.

• A Tita que, hahaha, a cena que me faz recordar dela é na filmagem do meu aniversário de um ano em que estou na mesa em meio aos presentes com ela do meu lado e de repente ela caí da mesa... É assim que acaba a filmagem.
• Depois o Snoopy. Um cachorro preto que recebeu esse nome porque, quando eu era pequena, e quem é da década de 90 vai lembrar, da linha infantil Snoopy de shampoo, condicionadores, sabonetes, entre outros cosméticos, eu os usava e gostava muito do desenho e por isso ele recebeu esse nome.
• A Chiquinha, uma Fox Paulistinha, branca com manchas pretas que esteve comigo por nove anos e faleceu por causa de um “Senhor” que a atropelou. A Chiquinha foi mãe várias vezes. Sua primeira ninhada deram quatro filhotinhos. Três machos e uma fêmea. O nome deles era Preto e Dodô. Eram dois cachorrinhos pretos. Receberam esse nome porque eu lembro que na época meus irmãos tinham dois amigos que eram gêmeos e seus apelidos eram Preto e Dodô. Aí tinha o Cara-metade que tinha parte da cara branca e a outra preta. E por fim, a Fofinha que, não precisa nem explicações, ela era muito fofa. Mas essa um filho da mãe matou com um chute (pé 43 por aí). Depois ela teve uma ninhada com cinco filhotes em que ela engravidou de um linguicinha. Ela teve outras duas crias que no momento eu não lembro nem quantos foram e nem de que cachorro foi. Apenas lembro que em uma dessas crias, havia dois filhotinhos muito espoletas, que, não sei como, fugiam do local onde estavam e acabaram sendo atropelados, lá em casa mesmo. Um morreu na hora e o outro passou alguns dias ruins, caminhando torto, mas logo morreu. Mas a última cria dela, ela morreu um pouco depois que eles já tinham mais ou menos 20 dias. Ela deu a cria a três filhotes. Dois machos e uma fêmea. Um foi levado pelos nossos amigos de São Luís do Maranhão e recebeu o nome de Pingo, porque ele era o menor de todos. O outro gordo que só, recebeu o nome de Urso II. E a fêmea recebeu o nome de Patinha, pois ela tinha nascido apenas com três patas. Mas era um amor. Muito esperta. Esses três eram filhos do Kobe, um Fox Paulistinha branco com manchas marrons que era de uma amiga minha, a Simone. Após a morte da Chiquinha fiquei com o Urso e com a Patinha.
• Teve também o Fred. Um poodle amarelinho, bem tontinho, mas muito amado. Um dia meu irmão foi cortar o pelo dele, tosar e como ele tinha muito pelo e meu irmão também não prestou atenção, cortou a orelha dele.
• Além disso, eu tive um Husky Siberiano branco com os olhos azuis que chamei de Urso. Eu não sabia, até ter um, que nos primeiros meses de vida eles são um tanto surdos. É! O Urso nós chamávamos e ele não vinha, fizemos testes e ele não respondia. E fomos atrás, pesquisamos, e sim, eles são surdos nos primeiros meses. E ele ficava dentro de casa, saía apenas para fazer suas necessidades. Era inverno quando o ganhei, e numa manha de sol ele saiu pra rua junto comigo. Ele foi fazer suas necessidades e eu e minha mãe, pegamos um dos filhotinhos linguicinhas da Chiquinha para levar para alguém. Quando voltamos e eu desci do carro encontrei-o morto. Antes de sair de casa, não vimos que ele estava deitado embaixo do carro onde estava mais quente por causa do motor e tal e minha mãe, passou por cima dele. Chorei muito. Foi o segundo cachorro pelo qual eu chorei (que eu lembre). A primeira foi a Fofinha.
• Tive também a Nina, a Tina... Outros cachorros. Alguns adotados na ONG amigos bixo. Ganhei uma filhote de boxer, mas chorava tanto que meus pais não quiseram ficar com ela.
• Ganhei uma dálmata também. Caramba, eu era apaixonado por ela. Ela era grande, devia ter uns dois anos já. Colocamos o nome dela de Pepita, mas não sabíamos que ela já tinha um nome. Fucinha. Eu lembro que saia com ela segurando-a por duas correntes. Ela praticamente me arrastava. Só que ela chamava a atenção. E por não termos um terreno fechado meu pai resolveu dá-la para meu tio, pois tinha medo que a roubassem. Então ela recebeu o nome de Mel.
• Uma das cachorras, a Tina morreu porque foi atropelada também e a Nina porque teve parvovirose. Ela morreu enquanto eu estava com minha mãe no Rio de Janeiro em outubro ou novembro de 2005. Depois disso tivemos que ficar mais de um ano sem cachorros. Nossa! Vocês não tem noção do quanto eu senti falta de um bichinho. O único que ficou foi o Snoopy. O mais velho da turma. Eu devo ter ficado com ele uns 14 anos até ele falecer no início de 2010.
• Então, em 24 de fevereiro de 2007 eu ganhei o Pingo da Adriana e o Gustavo Zamponi. Amigos de Recife e que desde 2006 residem em Gramado. Pingo tinha exatamente um mês quando eu o ganhei. Um filhotinho lindo, gordinho, bem pequeno. Mal conseguia ficar em pé. As patinhas ainda muito lisas escorregavam quando ele tentava caminhar. Pra tomar água, leite, pra comer tinha que ficar escorando ele nas costas pra ele não escorregar para trás. Mas ele cresceu, cachorrinho obediente sempre. Ensinei bem modéstia à parte. Mas ele ia para o meu quarto querer dormir comigo. Não conseguia subir na cama e ficava chorando do lado até eu o pegar. E como sempre, ou ele ia para baixo do meu pescoço ou ele entrava por baixo das cobertas e ia deitar perto dos meus pés. Mas ele ficou muito grande (para minha mãe, claro) e teve que ir pra rua, para sua casinha. Mas era abrir a porta de casa pela manhã que ele corria para meu quarto, pulava na minha cama e ia para baixo das cobertas. Eu acordava antes de ele chegar ao meu quarto, pois o barulho dele correndo dentro de casa era grande. Quase um cavalo. Numa dessas manhas, escutei-o vindo em direção ao meu quarto e quando me virei ele estava pulando em cima da minha cama. Acontece que ele pulou e acertou a pata bem no meu olho. A unha dele machucou um pouco o canto do olho, mas no outro dia eu já estava bem. E foi sempre assim, meu companheiro. De brincar, de obedecer, de dar e receber carinho, de entender e fazer-me entender mesmo sem ele dizer nada. Seus olhos já diziam muito. O suficiente para eu entender. Meu parceiro de caminhadas. Quanto susto nós tomávamos com os cachorros maiores. É! Pingo era porte médio, mas ele não estava nem aí se o cachorro era maior que ele. Ele encarava e enfrentava e colocava qualquer outro pra correr. Bichinho corajoso.
Era um tanto bobão também. Muito criança ainda. Em 3 de outubro de 2010, manhã do primeiro turno das eleições Pingo matou Riperti meu primeiro porquinho-da-índia. Fiquei muito triste e muito brava com ele. Apesar de que, isso aconteceu por causa de outras pessoas. Mas claro, ele não se conteve e quando teve oportunidade o matou. Fiquei sem falar, sem brincar com ele. Tenho a certeza que ele sentiu e eu também. Mas eu não resisti tanto tempo com aquela carinha de pidão que ele sempre teve e aos poucos comecei a agir normalmente novamente com ele.
Só que, infelizmente, essa semana, de uma hora para a outra, ele começou a ficar ruir, vomitar, não querer comer, emagreceu muito rápido, não dava mais bola para os cachorros inconvenientes, até que meu pai me falou que estava preocupado. Isso aconteceu em dois dias, três talvez. Na noite do último dia 18, quando meu pai comentou comigo que Pingo não estava bem, aceitei e tudo mais, mas não imaginei o quanto ele estava bem. Cheguei em casa como todas as noites e chamei a Paçoca (minha outra cachorra) e ela começou a latir, hiperativa como sempre. Chamei o Pingo e ele nem se mexeu. Mal e mal mexeu a cabeça. Dei boa noite para eles e entrei em casa. Mas não fiquei tranquila, logo voltei pra rua e Pingo estava deitado na área da minha casa. Sentei ao seu lado e conversei com ele. Pedi para que ele ficasse bom para que pudéssemos fazer nossas caminhadas. Disse que ele tinha que ficar bom, pois seu aniversario estava quase chegando. E de repente entrou um cachorrinho no terreno. Pingo o viu, mas nem se mexeu. Fiquei realmente preocupada. Em outros dias Pingo teria colocado aquele cachorro pra correr antes mesmo de ele pensar entrar no terreno. Manteiga derretida, logo comecei a chorar. Implorar para que ele ficasse bem. Ofereci água e ele não quis. Minha mãe chegou e viu que eu estava chorando, preocupadíssima. Pediu para que eu entrasse com Pingo em casa. Peguei-o no colo porque ele não tinha força pra ficar em pé. Coloquei-o deitado em minhas pernas escorado na minha barriga e com um canudo, prendendo água no mesmo comecei a dar água para ele. Ele mal tinha força para engolir a água. Estava com os lábios gelados. Respirava devagarzinho e eu chorava cada vez mais. Rezei para todos os santos, rezei para São Lázaro irmão de Martha e Maria, tio de Jesus que o fez ressuscitar quando não se tinha mais esperanças, protetor dos cães. Fiz mil promessas. Conversei com Pingo, fiz planos... Tudo em meios a soluços e lágrimas e evitando pensar no pior. Fiquei ali com ele no meu colo, praticamente desfalecido. Respirando os últimos ares nos pulmões. Ele me olhava como se quisesse me dizer tudo o que ele tinha para dizer. Eu entendi tudo sem nem saber o que era. Apenas senti. Essa foi a última vez que vi os olhos dele ainda brilhando, por mais que fosse um brilho distante. Com um nó enorme na garganta, choro e lágrimas rolando pelo rosto, me despedi dele, sem dizer tchau, apenas dei boa noite a ele e disse que ele iria ficar bem. Coloquei-o a dormir. E ele dormiu... Chorei praticamente a noite toda até, por cansaço, pegar no sono. Pela manhã levantei, chamei Pingo numa tentativa de vê-lo vindo em minha direção correndo. Mas foi em vão. Perguntei ao meu pai sobre ele e meu pai disse que não tinha visto ele ainda. Fui trabalhar. Com uma sensação ruim a manha toda, liguei para meu pai e perguntei se Pingo tinha aparecido e meu pai disse que não. Pedi a ele que falasse a verdade... Escutei meu pai respirando fundo e logo em seguida ele dizendo “É minha filha, ele faleceu”. Foi duro ter que conter as lágrimas por estar no ambiente de trabalho nesse momento. Mas quando cheguei em casa desabei. Meu parceiro não estava mais comigo.
Tem sido pior chegar em casa a noite e não vê-lo sentadinho em frente a sua casinha esperando eu chegar em casa com a Paçoca louca ao seu lado latindo e perturbando-o. Ela tadinha, tem sentido muito a falta de Pingo que na próxima segunda-feira (24) iria estar completando quatro anos (ou 28) – aquela coisa de a idade do cachorro ser multiplicada por sete.
Infelizmente não terei mais o Pingo perto de mim fisicamente, mas sei que ele esta junto com todos os seus amiguinhos que já foram seus irmãos, meus outros cachorros. Principalmente a Chiquinha que foi outra grande parceirinha minha.
Não pensem que não me dói ter que escrever tudo isso aqui. Dói mais do que se possa imaginar. Mas sei que outros cachorros certamente irão passar na minha vida... Talvez outros animais como os que já tive, passarinhos, Chico o tucano, Beco a ovelha, Rabit o coelho, Bianca o gato (sim, não sabíamos que era um gato). Mas Pingo vai deixar saudades por tudo que ele significou.

Tu vai fazer falta. Fica bem onde estiver Pingo. Te amo parceirinho.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Morre a Pimentinha'

Em 19 de janeiro de 1982, 29 anos atrás, morria Elis Regina, em São Paulo, por intoxicação exógena aguda. O corpo da cantora foi levado para o Teatro Bandeirantes, onde foi velado. Elis, na ocasião, vestia a camiseta que não pôde ser usada no show Saudade do Brasil, com seu nome no lugar de Ordem e Progresso, da bandeira brasileira.
Elis foi e é até hoje um grande ícone da música popular brasileira. Suas canções solos ou em parceria com outros grandes nomes como Tom Jobim, fazem sucesso até hoje. Músicas como “Água de Março”, “Fascinação”, “A Corujinha”, “Cão sem Dono”, entre outras, fazem parte do repertório de Elis.
Muitos cantores com longos anos de carreira e alguns iniciantes cantaram, cantam ou ainda cantarão alguma música e/ou trecho de Elis. O que, em minha opinião é bom. Pois o espírito moleca de Elis ainda está vivo em suas letras e melodias. Que possamos por muitos e muitos anos continuar homenageando-a e cantando seu canto.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dias e Noites’♪ Dahri'

Acordei essa manhã e ao chegar ao trabalho e ver a data de hoje no calendário, lembrei de uma data importante, porém muito dolorida para mim, e com toda a certeza, para meus pais. 13 de Janeiro. Hoje meu irmão Dahri que nasceu em 1995, prematuro (sete meses e meio de gestação), nascia em Porto Alegre. Era um bebê com mais ou menos 500 gramas. Cabia na palma da mão do meu pai, pequenininho. Dahri durante os seis meses e 17 dias que sobreviveu, lutou muito para viver, mas suas três infecções hospitalares e outras complicações que contraiu o venceram. Lembro-me pouquíssimo dele, infelizmente. E isso é um dos motivos que mais me doem. Foram pouco mais de seis meses, e em casa, em Canela, ele esteve apenas quatro dias. O que era para ser uma adaptação, uma tentativa de melhora, de uma semana, foi interrompido devido a uma complicação no pulmão. Frio de repente, afinal esses quatros dias que ele passou em casa foram em Junho, época de frio intenso na Serra Gaúcha. Lembro das visitas em nossa casa o visitando, lembro-me de acompanhar minha mãe e meu pai nas sessões de fisioterapia infantil que levávamos o Dahri. A fisioterapeuta esticava os bracinhos e perninhas dele, fazia massagem na barriga dele e ele, como podia, entre aqueles caninhos que entravam e saía pelo nariz dele, afinal ele vivia entubado, sorria. Um sorriso sincero e de quem estava feliz, apesar dos pesares, de estar vivo e conseguindo sobreviver. Lembro-me visivelmente dele, deitado sobre a maca, de tip-top azul quietinho esperando a fisioterapeuta começar a movimentá-lo ajudando-o a fazer exercícios enquanto conversava com ele. Outra cena, da qual me lembro, foi em uma manhã fria, como todas as manhãs em que meu maninho estava em casa, eu acordava e ia correndo para o quarto dos meus pais darem bom dia a eles e ao pequeno Dahri. E foi numa dessas manhãs, que lembro de entrar no quarto, e meus pais estarem ajudando-o a tomar seu “mamá” que vi o Dahri se afogar por causa do refluxo. Logo passou. Foi só um susto, mas o pulmão dele já dava indícios de que estava fraquinho e que ele precisava voltar para o hospital. Foram longos e difíceis seis meses em que lembro-me que minha mãe ficou hospitalizada, na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) devido a sua pressão alta (24/8) que gerou uma pré-eclâmpsia* em que os médicos não sabiam se minha mãe ou se meu irmão se salvariam, ou se, nenhum deles se salvariam. Mas minha mãe, pela vontade de viver e apoiar o meu irmãozinho a fazer o mesmo, sobreviver, consegui sair da UTI e ganhar alta, para poder ir pra casa e acompanhar os outros filhos. Além disso, trabalhar para poder, um dia sim, um dia não ir de ônibus a Porto Alegre visitar meu irmão no hospital e acompanhar o seu crescimento. Algumas vezes meu pai foi com minha mãe e mais algumas outras eu e meus dois irmãos mais velhos acompanhamos meus pais ao hospital. Lembro (as fotos me ajudam a lembrar mais nitidamente de alguns flashes) que ao chegar próximo à maternidade onde ele estava todos colocávamos uma roupa rosa de medico, proteção para os calçados e cabelos, lavávamos a mão e algumas vezes, ate mascara usávamos. Tudo isso para poder chegar perto do Dahri, pegá-lo no colo... Estar em família.
Numa dessas vezes em que apenas meus pais foram para Porto Alegre, eu fiquei em casa com meus irmãos. E mais ou menos, ao fim da tarde, eu esperava, junto do meu irmão mais velho, meus pais chegarem. E numa dessas vezes, vi minha mãe e meu pai, sorrindo para mim na esquina. Corri para abraçá-los. E pela primeira vez, depois que o Dahri nasceu, eu ganhei um presente, um Pica-Pau de mais ou menos 50 cm. Lembro-me que fiquei muito feliz, pois meus pais disseram que quem tinha me mandado o Pica-Pau tinha sido o Dahri.
Alias, ainda não contei o significado do nome Dahri né?! Na verdade, se esse nome tem algum significado comprovado em livros ou por pesquisadores... Essas pessoas que fazem esses livros com nomes de bebê, eu sinceramente não sei. Já procurei, mas nunca encontrei. E por essa curiosidade de saber de onde meus pais tinham tirado esse nome para dar ao bebê e por nunca achar, resolvi questionar minha mãe alguns anos depois, quando eu tinha uns 16 ou 17 anos, quem tinha dado esse nome para o bebê. Espantada minha mãe perguntou se eu não lembrava porque o Dahri tinha recebido esse nome. Infelizmente, realmente eu não lembrava. Eram (e são) poucas as coisas das quais eu me lembro, pois na época eu tinha apenas três anos. Então minha mãe me contou que uma noite, na primeira casa onde morei, na sala, como todas as noites eu estava sentada no chão, com meus lápis-de-cor, giz-de-cêra e papeis na mesinha de centro, desenhando, de frente para a televisão. Meus irmãos estavam sentados no sofá da sala fazendo seus deveres e meu pai sentado na poltrona dele olhando TV, quando minha mãe sentou ao lado dele e disse: “precisamos escolher um nome para o bebê”. E na mesma hora, sem virar para trás, ainda de cabeça baixa e desenhando, eu disse “Dahri”. Meus pais ouviram e me questionaram sobre o que eu estava falando e, segundo eles, eu me virei e falei: “Esse bebê já tem nome e o nome dele é Dahri”. E voltei a desenhar. Minha mãe disse que ninguém mais, depois do que eu falei opinou. E esse foi o nome que o bebê recebeu quando nasceu. Dahri.
Mas, voltando à história, minha mãe, indo um dia sim, um dia não para Porto Alegre para ver o Dahri, no dia 30 de Julho de 1995, em um Domingo, minha mãe passou o dia com ele. Disse que fez os exercícios nele como a fisioterapeuta fez, cuidou dele, e disse que ele sorria bastante. Que ele estava bem. E como toda vez que ela voltava, a hora de dar tchau pra ele e saber que ainda não podia levá-lo pra casa, era sempre dolorosa. Na segunda-feira (31), minha mãe passou o dia cuidando de mim e trabalhando. No outro dia comprou sua passagem e cedinho foi para Porto Alegre. Não me lembro muito bem se ela voltou, mas o que eu lembro é que meu pai, que estava trabalhando em sua oficina em Gramado, foi até em nossa casa, em Canela, próximo à rodoviária, para pegar uma roupinha do Dahri e ir para Porto Alegre para ele e minha mãe encaminharem os papeis para a liberação do corpo do Dahri. Ele tinha falecido. Meu irmãozinho tinha partido mais uma vez. E dessa vez... Para sempre. Lembro do meu pai saindo com um casaquinho de lã amarelinho entrando no fusca da minha mãe. É essa a imagem que tenho em minha cabeça quando lembro de como recebi a noticia. Pequena eu ainda não assimilava muito as coisas. Minha mãe, tadinha, passou o domingo com meu irmão, voltou pra casa, passou a segunda-feira trabalhando, e quando retornou à Porto Alegre na terça-feira, ficou sabendo que meu irmão havia falecido domingo a noite, algum tempo depois que ela tinha ido embora. Passaram um dia todo se despedindo e foi bom para os dois, pois segundo minha mãe, meu irmãozinho estava feliz, apesar das dificuldades. Depois de tudo isso, o que eu lembro é de muitas pessoas, muitas, todas reunidas na Capela Municipal de Canela. Lembro que eu andava por entre as pessoas e até sorria para algumas, conversava com minha tia, primos e dindos... Até fiz alguns sorrirem, mas hoje, quando lembro deles sorrindo, vejo que era um sorriso triste. Eu, é claro, não chorei (pelo menos não lembro de ter chorado), pois eu era muito pequena e não assimilava as coisas. Não lembro do enterro, mas lembro dos últimos momentos na capelinha. Minha mãe que estava sentada ao lado daquele pequeno caixão branco pegou o meu irmãozinho que (para mim) “dormia” dentro do caixão, no colo, com aquele casaquinho de lã amarelo, enrolado num cobertor amarelo. Minha mãe abriu o cobertor para que pudesse esticar as perninhas e pezinhos dele. Lembro da minha mãe chorando e eu ao lado dela passando a mão no ombro dela sem entender ao certo o porquê ela chorava. Eu sabia que meu irmão tinha morrido, mas eu não tinha noção do que era isso. A noite, meus pais inconsoláveis após o enterro, lembro que minha irmã mais velha por parte de pai, a Margarete, foi com o marido e minha sobrinha Taís para nossa casa. Ela fez uma sopa para todos nós. Afinal de contas, acho, meus pais estavam sem comer. E ela colocou a pata de uma galinha dentro da sopa. Eu nunca tinha visto e ainda comentei algo mais ou menos como “o bracinho do Dahri”. Sei lá o que se passava na minha cabeça. Lembro que eu brincava a noite, nessa mesma noite, com meus lápis (provavelmente) e espalhei-os pelo chão da cozinha e todos pediam inclusive minha irmã que (pelo que eu lembro) estava com um abrigo cor de vinho, para que eu os tirasse do chão, pois alguém podia cair. São detalhes que fazem parte daquele dia, daquela época.
Passou uma época, e todos os anos essa data era marcada. O nascimento do Dahri e sua morte. Minha mãe passou dois anos após o nascimento do Dahri com a pressão alta. Outros problemas, tipo complicações na audição, surgiram para minha mãe. As coisas foram difíceis. Mas hoje, depois de entender e ter noção das coisas, acredito que desde os meus 12 anos, quando passei a entender mais o que aconteceu, a questionar mais sobre tudo que aconteceu, é que eu passei realmente ter noção da perda. Eu já sentia antes, desde que aconteceu, mas sem saber. Mas eu sinto, juro pode ser que alguém que venha a ler isso não acredite, mas eu sinto a presença do Dahri. Sei que ele está comigo onde eu estiver, e sei que ele me protege. Sempre soube disso. Só passei a ter mais certeza depois que um dia uma mulher que entende desses assuntos espirituais, dos EUA, eu contando essa historia toda pra ela (claro que sem tantos detalhes) me falou o porquê eu dei esse nome “Dahri” ao meu irmão e porque eu sentia tanta falta dele mesmo tendo convivido tão pouco com ele. A verdade é que, segundo ela, eu convivi muito com o Dahri. Que eu já o conhecia há muitos anos. Segundo ela, quando minha mãe falou para meu pai que eles deviam escolher um nome para o bebê e eu disse que o nome dele era Dahri, eu realmente tinha certeza disso por já conhecê-lo de outra (suposta) vida. Além disso, essa mulher me disse que infelizmente, essa vez meu irmão morreu e não reencarnaria mais, pois ele tinha vindo a Terra pra cumprir uma missão que, em outra vida, ele não tinha cumprido. O que me faz pensar, se eu e ele estivemos juntos em outra vida e nos encontramos nessa, ele veio depois de mim e partiu antes de mim, pois já tinha cumprido sua missão, pode significar que eu ainda estou aqui para cumprir a minha. É uma lógica, mas pode ser que isso tudo não seja verdade. Mas eu prefiro acreditar que é.
Não tenho a certeza de que se ele ainda estivesse vivo, hoje completando 16 anos, se nos faríamos bem. Mas acredito que sim. Afinal de contas, ele seria meu único irmão mesmo, irmão de sangue. Afinal de contas, os irmãos que tenho, sem desmerecê-los, são meio irmãos apenas. A Margarete, Janete, Elizete, Elizabete e Pablo, são filhos do primeiro casamento do meu pai. O Cláudio Fernando e o Luiz Heleno são filhos do primeiro casamento da minha mãe. Eu sou a única filha do segundo casamento dos meus pais. O Dahri era a sequência. Seríamos nós dois e eles. Assim, fisicamente, sou apenas eu e ninguém para discutir, para disputar comigo, ninguém para ser meu cúmplice, ninguém pra eu amar e me amar, ninguém pra eu defender e me defender, ninguém para eu brincar, ninguém, ninguém. E é isso tudo que me faz uma falta, ainda mais sabendo que eu não tenho uma família de verdade. Com pais separados, você não tem família de verdade e nem um irmão com quem dividir o peso. Sou eu e meras lembranças do Dahri apenas.
Mas hoje, ao meio-dia, quando eu estava indo pra casa, em um jardim um beija-flor para a minha frente em um galho e ficou me “encarando” juro. Tenho foto pra comprovar. Piou, piou, piou, chamou minha atenção, deixou-se fotografar e me olhando uma última vez bateu asas e voou. Pode não ser, mas meu irmão veio me consolar no dia em que estaria fazendo 16 anos em forma de beija-flor. Quem ganhou o presente fui eu. E, depois de muito chorar escrevendo toda essa história para você que está terminando de ler isso, concluo essa história com a certeza de que nunca estarei só e que um dia poderei realmente abraçar meu irmão independente do estado físico (ou abstrato) em que viemos a nos encontrar futuramente. E a ele, ao Dahri dedico a música Dias e Noites’ ♪

Que amor é esse tão grande assim
Amor de anjo que existe em mim
Se você sai, basta estar longe
Tudo é deserto, é triste sim
Que amor é esse que a gente sente
Não tem maior, não, é diferente
Dias e noites, mesma paixão
Só sei te amar, sempre, sou seu irmão ♫

Dentro da alma eu sinto o mesmo
Nem mais, nem menos, amo você
A gente briga, sou sua fã
Sem ressentimentos, sou sua irmã ♪

É por aí, girl, pra machucar, não
Sem reclamar, baby, sou sua irmã
Dias e noites, mesma paixão
Só sei te amar, sempre
Somos irmãos ♪

Que amor é esse tão incrível
Que a natureza faz tão simples
Você sai, basta estar longe
Que dói demais ♫

Dias e noites, mesma paixão
A mesma história, somos irmãos
É bom demais, poder cantar então
Dias e noites, é bom viver
Assim será sempre, eu e você! ♪

Feliz Aniversário maninho seja onde você estiver! Te Amo!

*Pré-eclâmpsia: matéria sobre o assunto. http://migre.me/3CqTn

PS: Amanhã coloco uma (das poucas) foto(s) do Dahri aqui.

Quem Eu Sou' ♪

Não pessoal, eu ainda não estou tentando descobrir quem eu sou não. Esse é o título da segunda música de trabalho do primeiro CD solo de Sandy Leah Lima. Essa é também a segunda faixa do CD Manuscrito. E agora, foi lançado o segundo clipe do trabalho solo da cantora. O Clipe de “Quem Eu Sou”, foi gravado em Novembro de 2010 em Belo Horizonte. O clipe que era para ter sido divulgado até o final de 2010, infelizmente (ou não) ficou pronto somente está semana e ontem (12/01/2011) Sandy, através do seu próprio twitter, divulgou o trabalho com direção de Conrado Almada.

@SandyLeah: E aí, pessoal! É com mta alegria q apresento meu novo clipe, da música "Quem Eu Sou", pra vcs!! Divirtam-se! www.youtube.com/sandyoficial

E o clipe ficou bárbaro! Não porque eu sou fã do trabalho da Sandy, mas até mesmo quem não é terá que concordar que a criatividade para esse clipe foi algo incrível. Feliz é aquele(s) que teve (tiveram) a ideia. Além disso, a fotografia e produção estão impecáveis. Um clipe que levou mais de 12 horas para ser gravado, com mais de 2.500 fotos para o stop motion, requer um trabalho extremamente minucioso. E foi o que aconteceu. Vendo e revendo o clipe, várias e várias vezes, cada vez você vai perceber um novo detalhe, e, além das fotos e todos os 24 looks que a Sandy usou, o cenário do clipe é algo extremamente cativante. Eu lembrei da minha infância, nem tão distante, ao ver as televisões, rádios, brinquedos, gravadores e outras coisas antigas que fazem parte do cenário com um acervo que conta com mais de 100 mil objetos.
Talvez você que venha a ler isso e ainda mais, assistir ao clipe, não dará tanta importância assim, mas sem reações negativas, buscando o consenso e uma visão ampla focada ao trabalho bem feito, vale a pena olhar o clipe e dar o seu veredicto.
Além disso, vale prestar atenção na letra da música. Como a própria Sandy disse, a letra da música foi inspirada em um poema que a cantora já havia feito há um tempo e fala dessa busca “por quem eu sou”. Segundo ela, é uma coisa que ela vem buscando há muito tempo e ainda busca. Sandy acredita que estamos sempre buscando quem somos. Mas não é uma busca ansiosa, desesperada, pessimista. É uma busca calma, tranquila, leve. Quem Eu Sou é uma música cheia de perguntas a serem respondidas. Mas, segundo Sandy, não precisa ser agora. Já! A intenção é expressar sentimentos de uma maneira tranquila e sem pressão.
E após 17 horas de divulgação do Clipe e até a publicação desse post, o mesmo já contabiliza 69935 views. Qualidade é qualidade!
Então aí está a letra e em breve adicionarei o clipe de Quem Eu Sou aqui (assim como todos os vídeos que eu estou devendo nos outros posts). Por enquanto, é só clicar no link ao final da página ou entrar direto no link acima indicado no "Tweet" da Sandy.

Letra da música Quem Eu Sou’ ♪

A vida me mostrou
Que é pouco o que eu sei
Eu abro a porta
Pro que eu não perguntei
E assim eu vou

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem
Realmente eu sou
Inventando um caminho
Libertando quem
Realmente eu sou

A vida é assim
Não vem com manual
E só perde quem não corre atrás
Quem não joga o jogo
Por ter medo de errar
Mas quem se sente pronto pra viver
Deixo o sol guiar o meu olhar
E assim eu vou

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem
Realmente eu sou
Inventando um caminho
Libertando quem
Realmente eu sou

Quem realmente eu sou
E o meu caminho vai
Sem medo de chegar
Só vou olhar pra trás
Pra ver o sol se pôr

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem
Realmente eu sou
Inventando um caminho
Libertando quem
Realmente eu sou
Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem
Realmente eu sou
Inventando um caminho
Libertando quem
Realmente eu sou

Quem realmente eu sou

Clipe da música Quem Eu Sou’ ♫

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A imagem fala por si'

Um beijo para os gremistas que estão com a maior dor de cotovelo do planeta. Um abraço para aqueles que gozaram o inter por ter perdido para o Mazembe e parabéns para aqueles que vão levar isso na esportiva. Afinal de contas, brincar é saudável né?!