sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

"Casa" ♪

Todo mundo nas palmas, assim” pediu Sandy...

Primeiro era vertigem
Como em qualquer paixão
Era só fechar os olhos
E deixar o corpo ir
No ritmo
Oh ohh ♫

Depois era um vício
Uma intoxicação
Me corroendo as veias
Me arrasando pelo chão
Mas sempre tinha a cama pronta
E rango no fogão ♪

Luz acesa
Me espera no portão
Pra você ver ♫

Que eu tô voltando pra casa
Me vê!
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez... ♪

Às vezes é tormenta,
Fosse uma navegação.
Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não ♫

Já dei meia volta ao mundo
Levitando de tesão
Tanto gozo e sussurro
Já impressos no colchão... ♪

Pois sempre tem
A cama pronta
E rango no fogão... ♫

Luz acesa
Me espera no portão
Pra você ver ♪

Que eu tô voltando pra casa
Me vê! É é é...
Que eu tô voltando pra casa ♫

Primeiro era vertigem
Como em qualquer paixão
Logo mais era um vício
Me arrasando pelo chão ♪

Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não
Já dei meia volta ao mundo
Levitando de tesão ♫

Pois sempre tem
A cama pronta
E rango no fogão ♪

Luz acesa
Me espera no portão
Prá você ver ♫

Que eu tô voltando pra casa
Me vê! Yéh éh
Que eu tô voltando pra casa... ♪

Outra vez... Yéh éh
Que eu tô voltando pra casa
Me vê! Yéh éh
Que eu tô voltando pra casa
Outra veeeeeezz... ♫

Que eu tô voltando pra casa
Ahh ah
Que eu tô voltando pra casa ♪

“Primeiro era vertigem Como em qualquer paixão Era só fechar os olhos E deixar o corpo ir No ritmo”. Esse show, inicialmente, para mim era como vertigem. Eu fechava os olhos e ficava me imaginando sentada em uma das poltronas do teatro assistindo a esse show, Sandy no palco, sua banda, cenário, luzes, músicas e eu rodeada de pessoas, assim como eu, fãs. “Depois era um vício Uma intoxicação Me corroendo as veias Me arrasando pelo chão”. Depois virou obsessão ir nesse show. Já não pensava em outra coisa, e a ideia de ser privada de estar no mesmo, estava arrasando comigo. “Às vezes é tormenta, Fosse uma navegação. Pode ser que o barco vire Também pode ser que não”. Praticamente atormentada com a aproximação do dia do show e sem ingresso e sem passagens, era como se eu estivesse em alto mar, sem colete salva-vidas em um barco furado. Ele a qualquer momento podia ou não virar. A situação estava cada vez mais tensa, mas passou. Afinal de contas, eu sempre estive certa de que iria estar nesse show. Determinação É TUDO!
Assim como quando canta Hoje Eu Quero Sair Só, Sandy fica muito solta no palco cantando Casa do Lulu Santos. E essa música ficou fera na voz dela. Deixou aquele tom pesado do Lulu Santos e meio bobo e ganhou graça na versão dela. Eu curto Lulu Santos, mas o ritmo dele comparado ao dela para essa música, bom... Sinto ser embalada bem mais por essa versão do que na versão de Lulu.

Sob aplausos "Obrigada gente", disse Sandy.

Segue...

“Quem Eu Sou” ♫


E vamos para a ‘saideira’?” perguntou Sandy e todos nós respondemos “nããão”. Haha... “É brincadeirinha, tá? Depois eu volto. Vamos nessa”, disse Sandy e em seguida “Vamos lá. Podem ficar de pé agora, tá? É isso aí, vamos tremer esse chão”, falou Sandy empolgando os fãs e convidando todos a cantar...

A vida me mostrou
Que é pouco o que eu sei
Eu abro a porta
Pro que eu não perguntei
E assim eu vou ♪

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem realmente eu sou
Inventando ♫

Um caminho
Libertando quem realmente eu sou ♪

A vida é assim
Não vem com manual ♫

E só perde quem não corre atrás
Quem não joga o jogo
Por ter medo de errar
Mas quem se sente pronto pra viver? ♪

Deixo o sol guiar o meu olhar
E assim eu vou ♫

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem realmente eu sou ♪

(realmente eu sou)
Inventando ♫

Um caminho
Libertando quem realmente eu sou ♪

Quem realmente eu sou ♫

E o meu caminho vai
Sem medo de chegar
Só vou olhar pra trás
Pra ver o sol se pôr ♪

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem realmente eu sou ♫

(realmente eu sou)
Inventando ♪

Um caminho
Libertando quem realmente eu sou ♫

Quem realmente eu sou
(Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem realmente eu sou
Inventando ♪

Um caminho
Libertando quem realmente eu sou) ♫

Quem realmente eu sou ♪

E só perde quem não corre atrás
Quem não joga o jogo
Por ter medo de errar ♫

(Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem realmente eu sou
Inventando ♪

Um caminho
Libertando quem realmente eu sou) ♫

Quem realmente eu sou ♪

Pulei MUITO nessa música. Eu e o guri que estava do meu lado. Ele me chamava pra pular quando a câmera passava por nós e eu prestando atenção no show. E ele me dizia: “aí vem ela, pula”. Aí uma hora eu perguntei “ela quem?” e ele disse que era a câmera. E Rapha do meu lado direito e o menino responderam à minha pergunta “mas será que a gente aparece?”: “Ah se tu ver um buraco no meio aqui é onde tu tá” e riram. Mas eu entendi que sou baixinha e foi tudo brincadeira.
 “A vida é assim Não vem com manual E só perde quem não corre atrás Quem não joga o jogo Por ter medo de errar Mas quem se sente pronto pra viver Deixo o sol guiar o meu olhar E assim eu vou”. Se pararmos pra pensar, é bem isso mesmo. A vida não vem com manual nos ensinando a viver, nos ensinando o que é certo e o que é errado fazer. Isso a gente aprende conforme a gente vai vivendo com uns conselhos aqui outros ali, bons ou ruins, mas é a gente que faz as nossas próprias escolhas sem saber ao certo no que vai dar. E se viesse com manual, que graça teria, também. Não arriscaríamos nada. Faríamos somente como escrito na cartilha. Assim, como é a gente corre atrás. E quem não corre perde por ter medo de arriscar. Quem evita encarar o jogo por ter medo de perder, não sabe o que é viver na adrenalina. Ninguém tá pronto pra notícias ruins, muito menos para boas notícias. Nós estamos expostos a tudo, mas evitando ao máximo. Eu arrisquei muita coisa pra ir nessa viagem. Arrisquei a harmonia em casa, eu assumi uma conta sem ter como pagar imediatamente... Eu apenas deixei meu instinto, meu desejo de não perder essa oportunidade, me guiar e me apoiar/instigar a persistir no que eu queria. No que eu idealizei. E assim eu fui até chegar onde eu queria.
“Obrigada gente. Valeu São Paulo. Boa noite” saiu do palco Sandy, agradecendo aos fãs como se fosse última música. E simplesmente todos na platéia ficaram quietos, ao invés de começarem no “mais um, mais um, mais um”. Povo esqueceu. E então, uns engraçadinhos, durante a música se largaram lá de cima, digo, das poltronas superiores para frente do palco, o que não podia fazer, pois era para cada um ficar no seu lugar. Mas sempre tem aqueles que não cumprem né?! Com isso, uns fãs começaram a bater palma e dizer “senta, senta, senta” e vaiaram quem estava de pé. Maior papelão. Então Doug entrou no palco e, sob aplausos, disse: “Vamos voltar para os lugares? A gente vai refazer essa música, Quem Eu Sou. Todo mundo sentadinho como eu pedi no começo. Vocês erraram no script”, e saiu do palco. De onde eu estava sentada, dava pra ver Sandy esperando na coxia, para entrar novamente ao palco.
“É o seguinte... Então, eu queria apresentar para vocês minha super banda. Que me acompanha nessa turnê, em todos os lugares aonde eu vou e eles arrasam gente. Aqui na bateria, Adelino Coca. Peraí, peraí, calma, calma, peraí que eu errei. Na bateria, Adelino Costa. No baixo elétrico e acústico, Alex Heinrich. Deixa eu contar um segredinho pra vocês. Tá aí um pai novinho. Nasceu ontem. Hoje o show, pra ele aqui, é uma homenagem pra Sophia né?! Princesinha. Aqui nas guitarras... Guitarras, violões e tal Edu Tedeschi. Também, guitarras, violões, escaleta… Ah, e a galera toda nos vocais, né?! A galera toda nos vocais. Guitarras, violões, vocais, escaleta e tal, Maurício Caruso. E ali, no teclado, piano, holdes, hamles, etc e tal, e nos vocais também, Eloá Gonçalves. Então vamos lá. Vamos fazer de novo essa? Vocês vão achar muito ruim a gente repetir?” perguntou Sandy depois de apresentar, de forma enrolada, sua banda. E todos na platéia, respondemos “nããão”. “Então vamos lá. Agora, é o seguinte. Se quiserem, podem levantar, mas fiquem nos seus lugares, por favor, tá? Não desçam aqui pra frente, mas podem ficar nos lugares de pé. Rolo? Todo mundo comigo, assim”, disse Sandy.
E começou, novamente...

Segue...

“Quem Eu Sou” mais uma vez' ♫


“Obrigada galera. Vocês foram demais, mesmo. Valeu, tchau”, falou Sandy, saindo do palco. Então, logo que acabou a música, eu falei para o Rapha e o outro menino que estava ao meu lado, para começarmos no “mais um, mais um” e começamos. Aí o pessoal que estava próximo acompanhou, mas logo acabou.
Enquanto uns gritavam na platéia, outros conversavam e de repente “Junior, Junior, Junior, Junior” começou parte da platéia. E da coxia podemos ver, novamente Sandy. Ouvimos murmúrios dela com o pessoal que estava atrás das coxias “quer que eu faça a entrada de novo”, perguntou Sandy para alguém na coxia. E então... “Eu vou voltar. Vocês finjam que nada aconteceu tá? Finjam que eu vou voltar pela primeira vez... mais um, mais um, mais um”, pediu Sandy e foi acompanhada de nós, platéia “mais um, mais um, mais um” e foram vários mais uns e palmas, e depois “Sandy, Sandy, Sandy” e mais palmas e ela da coxia “Eu juro que não tô me fazendo de difícil, tá? Só estou esperando um ok pra entrar”. E todos riram. Ficou tudo em silêncio por um tempinho e logo “mais um, mais um, mais um” instigou Sandy da coxia, novamente seguida por todos nós na platéia e então, sob aplausos ela entrou a sós no palco e foi direto para o piano onde tocou...

Segue...

"Esconderijo" ♪

Nesse quarto escuro
Existe um menino assustado
Ele é sozinho e teme que o mundo ♫

Encontre o seu cantinho ♪

Me entrega ele pra cuidar
Eu sei guardar segredo, eu sei amar ♫

Não conto pra ninguém
Que esse menino é alguém
De barba e gravata ♪

E que esse quarto escuro é sua alma ♫

E mega aplaudida por todos, Sandy disse: “obrigada”. Enquanto isso, sua banda ia voltando ao palco e ela “e aí, vamos cantar só mais uma pra encerrar?” falou enquanto saia do piano. E no meio do caminho “Ih, peraí. Eu to ficando louca, eu tenho que ficar aí”, falou ela querendo dizer que tinha que ficar era no piano. E todos riram e engataram “Sempre... Eu me disfarço sempre e não me encontro Nem sei qual a cor da dor de ser mais um rosto que mente...”, na música Mais Um Rosto, única música do CD Manuscrito que ficou fora do repertório do show. Ela acompanhou os fãs. “Lindo”, disse Sandy enquanto sentava novamente ao piano, e os fãs “canta, canta, canta”. Mas não. “Ih gente, não tá ensaiado com a banda. Sério, desculpa aí. Mas eu vou cantar outra que eu acho que vocês vão gostar. Vamos para a real saideira agora. Vamos lá”. E aí, começou a última música do show. Que triste, estava “acabando”.

Segue...

Primeiro "Tempo" ♪

Invernos
Impérios
Mistérios ♫

Lembranças
Cobranças
Vinganças ♪

Assim como a dor que fere o peito
Isso vai passar também ♫

E todo o medo, o desespero e a alegria
E a tempestade, a falsidade, a calmaria
E os teus espinhos e o frio que eu sinto
Isso vai passar também ♪

Saudades
Vaidades
Verdades ♫

Coragem
Miragens
E a imagem no espelho ♪

Como a dor que fere o peito
Isso vai passar também ♫

E todo o medo, o desespero e a alegria
E a tempestade, a falsidade, a calmaria
E os teus espinhos e o frio que eu sinto
Isso vai passar também ♪

Isso vai passar
Isso vai passar
Isso vai passar também ♫

Isso vai passar
Isso vai passar ♪

Isso vai passar também ♫

“Invernos Impérios Mistérios”. Dias frios nesse agosto. Ao menos na cidade onde eu moro. Dias nublados, de chuva sem fim, com cara de depressão. Dias assim, somados as minhas insistentes tentativas de conversar com minha mãe a possibilidade de eu ir nesse show se tornava assim, mistério. Eu ficava totalmente sem respostas, falando sozinha. “Lembranças Cobranças Vinganças”. E quando obtinha alguma resposta era isso. Eram lembranças e cobranças. Eram justificativas, tentativas de tentar me convencer de que eu não poderia ir. Como uma vingança maquiada, praticamente. Mas eu sempre soube que “Assim como a dor Que fere o peito Isso vai passar Também E todo o medo, o desespero E a alegria E a tempestade, a falsidade A calmaria E os teus espinhos E o frio que eu sinto Isso vai passar Também”. E foi o que aconteceu. As coisas passaram. Meu medo, meu desespero de não estar nesse show, passaram. A alegria do “sim” que eu finalmente recebi, menos de 48 horas antes do show, também passou, pois eu não queria transparecer ali essa alegria, uma pra não contar vitória antes do tempo e outra pra não pesar mais o clima de discussão que já estava na casa há dias. Eu não queria passar por falsa, apesar de que minha euforia seria muito verdadeira. E logo a calmaria passou, pois foi aquela correria, pois assim que eu garanti passagem de avião, corri para organizar tudo que eu tinha para organizar em poucas horas. Triste foi à hora de sair para ir viajar, dar tchau pra minha mãe e sentir ela tão normal, praticamente seca, mas sei, machucada um tanto. Sair naquele frio, naquele tempo feio, pra ir viajar e dizer para meu pai que eu estava indo para Porto Alegre sem contar o restante, para ir para São Paulo. Tudo isso foi duro, corrido e nada como eu imaginei e sim como tinha que ser, mas tudo isso passou. “Saudades Vaidades Verdades Coragem Miragens E a imagem no espelho”. Eu já fiquei com saudades dos meus pais, mesmo que eu tenha estado com eles pouco tempo antes. Eu sei que na cabeça deles ir a esse show era uma vaidade minha e por isso não teria problema eu não ir, era quase um absurdo naquele momento, mas para mim, era algo de verdade. Pra valer mesmo. Era algo que eu tinha a certeza de que não poderia perder. Mas não teve jeito. Tive coragem, encarei pai e mãe, comprei a briga e fui cumprir essa aventura pra participar do Manuscrito Ao Vivo. Quando eu não estava dormindo e sonhando com esse show, eu estava acordada diante de miragens do mesmo. Como se fossem premonições de como seria o show e de como seria estar assistindo-o ao vivo. Eu me olhava no espelho e não via mais a mim, mas as coisas que eu queria ver. E a mim, eu só vi no espelho quando eu estava de passagens na mão para viajar para São Paulo. Aí sim, eu vi o sorriso de satisfação particular e radiante, inteiramente meu, satisfeito de ter conseguido.
E tudo isso aconteceu, passou, mas ficou guardado em mim. E aqui está toda a minha lembrança a respeito desse show, repetida várias vezes, em várias frases, em todos os pedaços desse post.
Sandy sentou ao piano e tocou “Tempo”, mas não até o fim. Levantou-se logo após o refrão final e se direcionou até o centro do palco. “Obrigada São Paulo. Obrigada quem veio me prestigiar essa noite. Isso é muito importante pra mim. Vocês são demais gente. Obrigada, tchau”, agradeceu Sandy enquanto os convidados Lenine, Nerina Pallot e Seu Jorge voltavam ao palco para cumprimentá-la e cumprimentar sua banda que juntou-se a ela no centro do palco. Todos abraçados e embalados pelo solo dos acordes do violão de Edu Tedeschi “Isso vai passar, isso vai passar também”. “Mais uma, mais uma”, pediu Sandy e cantou acompanhada por nós fãs “Isso vai passar, isso vai passar também”. “Valeu, obrigada viu?!”, agradeceu Sandy cumprimentando a banda e os amigos convidados enquanto era aplaudida por nós fãs sob os gritos de “Sandy, Sandy, Sandy”. “obrigada gente, vocês foram incríveis. Boa noite, boa noite. Obrigada viu?!”, agradeceu e despediu-se Sandy saindo do palco acompanhada de todos. Mas ninguém saiu do teatro. Ficamos todos ali sentados em nossas poltronas. Enquanto isso uns gritavam “Junior, Junior, Junior”. Ninguém queria aceitar que tinha acabado. Mas isso porque escutávamos murmúrios na coxia entre Doug e mais alguém, muito provavelmente Junior. E então Doug entrou no palco. “Galera, nós vamos, para a tristeza de vocês, a gente vai ter que refazer uma música”, disse Doug. E todos nós adoramos a ideia. “Vá lá. A primeira música, Pés Cansados. Então eu gostaria que todo mundo sentasse, comecinho de show, tá? Nós vamos fechar as cortinas e aí, vamo que vamo. É com vocês”, finalizou Doug indo em direção as cortinas que começavam a ser fechadas. E demorou até que começasse novamente
E então apagaram as luzes. Sinal de que novamente iria começar o show. A produção esperou o pessoal se acalmar e arrumar tudo novamente. Então as luzes piscaram e as cortinas começaram a se abrir. Soaram, novamente, os primeiros acordes de...

Segue...

“Pés Cansados” ♪ quase no fim


Eu achei que não ia chorar novamente. E não chorei, mas arrepiei como dá primeira vez nessa noite. Incrível. Claro que a emoção do povo não foi à mesma, como por exemplo, a minha própria emoção. Mas eu fã e os outros fãs, interpretamos muito bem. E sob MUITOS aplausos, “Obrigada, gente”, disse Sandy. “Demais. Até fingiram que era a primeira vez que eu tava voltando no palco, né? Obrigada, gente. Agora, prometo que é a última que a gente vai fazer. Tempo, de novo”, contou Sandy. “E aí, muito cansados?”, perguntou Sandy voltando para o piano e se acomodando. “Tô dando um chá de cadeira na galera. Desculpa aí, hein? Minha voz já tá pela metade, já”, comentou Sandy. E depois de receber
alguma informação no ponto ela disse “A gente espera... Aqui... Não tem ninguém que veio de longe, hein? Todo mundo é de São Paulo? Eu vi uma galera aqui do Rio. Eu sei que tem gente do Sul... Alias, do Sul, de Santa Catarina... Que mais. Sei que tem gente de Pernambuco aí”, e quando ela começou a falar isso o povo foi a loucura e quando ela disse especificamente “Eu sei que tem gente do Sul” o Rapha só me olhou e riu com quem diz “é pra você”. E euEu achei que não ia chorar novamente. E não chorei, mas arrepiei como dá primeira vez nessa noite. Incrível. Claro que a emoção do povo não foi à mesma, como por exemplo, a minha própria emoção. Mas eu fã e os outros fãs, interpretamos muito bem. sei que era pra mim, por causa da sacola da Prawer que eu levei cheia de chocolate, com uma carta de rascunho rápido, feita a próprio punho “Sandy, Lucas e toda a ‘patota’ Lima”. Quando ela falou “do sul” eu até gritei “Gramadoooo”, mas em meio a tanto alvoroço do povo, ela não ouviu, aposto. Hahaha... E também por causa do Maumau e da Lisi que mandaram junto dentro da bolsa de chocolates, uma pasta com coisas sobre o Sandy Leah FC PoA e fotos e trufas artesanais, respectivamente. Aposto que eles, Maumau e Lisi, de onde estavam sentados, também sentiram que ela sabia que estávamos ali. =) E enquanto ela falava, Lucas Lima entrou no palco, atravessou o palco, falou alguma coisa no ouvido da Sandy, deu um selinho nela, e quando ia sair do palco, na coxia atrás da Sandy, antes disso, ele dançou Dig Dig Joy. Todos foram ao delírio quando ele entrou e ainda mais quando ele dançou. Foi demais. Adorei. “Meu produtor musical do show Lucas Lima, tem o meu diretor Douglas Aguillar”, disse Sandy. E por que Lucas entrou no palco, o pessoal começou a gritar “Junior, Junior, Junior” e “o Junior está na direção deste show. Neste momento... Em algum lugar, por aí”, disse Sandy colocando a mão sobre os olhos como se quisesse tampar a luz que ofuscava a visão dela, para poder enxergar além da platéia baixa, pra ver se via o Junior na salinha de acompanhamento das câmeras. “Agora tá valendo, hein gente? Aquele comportamento exemplar, de novo... hihihi... Mas vocês vão se comportar se não eu não levanto pra ir embora. Não vou deixar vocês ir embora. haha... Ok, Agora vai. Então vamos”, finalizou Sandy. E começou, mais uma vez, a última...'

Segue...

"Tempo" ♫ Final'

E mais uma vez, Sandy levantou-se logo após o refrão final e se direcionou até o centro do palco.
“Obrigada, galera! Foi demais, viu? Obrigada por essa noite incrível! Por esse amor e por esse carinho de todos vocês. Foi uma noite especial! Boa noite!”, agradeceu Sandy encaminhando-se para o centro do palco enquanto os convidados Nerina Pallot, seguida do Lucas Lima, do Junior Lima, Seu Jorge, Douglas Aguillar e Lenine, entravam ao palco para cumprimentá-la. “Continuem, vai!”, falou Sandy para toda a platéia. “Isso vai passar também”, cantou ela abraçando o Lucas e logo, sendo abraçada por um Junior muito orgulhoso. Enquanto isso, os integrantes da banda saíram, cada um, de trás de seus instrumentos, e se dirigiam até o meio do palco onde foram cumprimentados por Sandy, a qual se juntaram, ao lado dos outros convidados e os diretores e produtor do show. Todos, lado a lado, embalados pelo solo dos acordes do violão de Edu Tedeschi cantaram animando a platéia “Isso vai passar, isso vai passar também”. Depois de todos os abraços, todos, lado a lado, Junior ao lado de Sandy, Sandy cantou “Isso vai passar, isso vai passar também” e ela parou de cantar, colocou o microfone próximo ao Junior que CANTOU “Isso vai passar” e todos foram ao delírio. “Isso vai passar também”, finalizou Sandy. “Mais uma, vai”, falou Sandy. “Isso vai passar”, cantou ela e nós, platéia, cantamos em coro “Isso vai passar também”. “Valeu, galera! Obrigada”, agradeceu Sandy sendo abraçada por Nerina e Junior, que estavam a sua direita e esquerda respectivamente, abraçando aos de mais, ao lado. Assim, todos abraçados reverenciaram a platéia e foram saindo aos poucos do palco. “UHUL. Valeu, valeu. Agora sim, agora sim. Boa noite. Obrigada, obrigada pela paciência de vocês terem estado aqui comigo...”, terminou de agradecer Sandy e todos abraçados reverenciaram a platéia e foram saindo aos poucos do palco. Ficou, por fim, Lucas mais atrás, deixando o momento para Sandy & Junior que, de mãos dadas, saíram do palco sob os gritos de “INSEPARAVÉIS, INSEPARAVÉIS”, que nós, fãs da eterna dupla, gritávamos. E foi assim. Essa noite linda...

Se isso é estar na pior... Fiquei numa “pior” ainda’

Não, tem mais!

Saímos de dentro do teatro e logo no hall do mesmo, encontrei com Lisi e Maumau e nós fomos “embora”. Na saída do shopping vimos uns fãs correndo e tal, descendo rumo ao estacionamento. Alguém eles queriam ver. Nós fomos de escada e acabamos saindo de dentro do shopping. Quando achamos que tudo estava perdido, demos a volta no shopping, ou seja, fomos para a parte dos fundos do mesmo sem saber o que íamos encontrar. Quando vi estávamos na frente de um estacionamento pequeno e ao olhar para o mesmo reconheci logo os carros que estavam estacionados lá. O Ford Edge do Xororó, o Volvo da Sandy, a BMW do Junior e um Astra que até agora eu não sei de quem era. É óbvio que íamos ficar por ali.
No estacionamento tinha alguns seguranças e aos poucos, num elevador de carga, começou a descer alguns ferros e estruturas. Alguma coisa, obviamente, devia ser do show. Vimos um caminhão estacionado na entrada do estacionamento. E aquele elevador, de uma hora para a outra começou a subir e descer. Não tenho ideia de quanto tempo ficamos lá na rua, mas o primeiro vestígio de que era por ali que Junior, Sandy e Noely sairiam, surgiu. Fabinho, segurança da Sandy, acompanhado de outro, desceu com muitas coisas, sacolas, mala e os presentes que chegaram até o camarim da Sandy. Inclusive, a sacola da Prawer em que estavam os chocolates que eu havia comprado para eles. Rogéria havia entregado mesmo a eles o meu presente. Fabinho e o outro segurança distribuíram as coisas no carro de Xororó e também no carro da Sandy. A minha sacola da Prawer, foi parar no porta-malas da Sandy. Aí eu já tava feliz. E começamos todos a perguntar para o Fabinho da Sandy e mandar beijo pra ele, e elogiá-lo... Foi hilário. E ele tooodo sério... Shaushuashua... 


Logo depois, os primeiros a aparecerem por lá foi Junior com Raísa Maciel, sua namorada, e os amigos Fernanda Rodrigues e Raoni Carneiro. Ah e claro, o Ferrugem, segurança do Junior. O mesmo veio até nós, fãs que estávamos na grade, deu oi pra todos, pegou na mão de alguns, mas somente para mim, hiper atencioso, ele deu autografo e agradeceu o carinho, olhando diretamente pra mim. Pensem numa pessoa feliz. Era eu. Logo Junior entrou no carro e foi embora na sua BMW. Mas de carona. Quem foi dirigindo foi Ferrugem. Logo o elevador subiu e desceram mais estruturas e lá subiu ele novamente. 
Era uma tensão cada vez que ele chegava ao térreo. E dessa vez, quem vinha nele era Noely e Xororó de mãos dadas. Hiper fofos. Logo atrás uma mulher loira e outro cara. Acho que esse era segurança. Noely quando viu o pessoal na grade, se assustou, ao menos foi o que percebemos vendo sua expressão. Ela foi em direção ao EDGE Ford do Xororó, dando tchauzinho e mandando beijos para nós. Além disso, fez sinal de que não podia, infelizmente, dar atenção para todos. Xororó, ao contrário, veio até a grade, deu oi para os fãs que ali estavam, a mão para outros, e agradeceu a todos por terem ido prestigiar o show da Sandy. Ao que nós fãs, não poupamos elogios. Ao show dela, a ele pelos filhos que tem e claro, a ele e o irmão Chitãozinho, que nesse ano de 2011 completaram 40 anos de carreira. Xororó agradeceu e voltou em direção ao carro e, ao contrário do filho, Xororó saiu dirigindo o próprio carro.

Assim que eles saíram, não deu nem tempo de respirar e lá estava o elevador descendo novamente e dessa vez com ela: SANDY! Linda, acompanhada de dois seguranças. Ela fez sinal de tchauzinho para todos e agradeceu por todos estarem ali. Enquanto ela caminhava em direção ao carro, eu gritei: “Sandy, os chocolates, eu vim de Gramado”. Nisso ela parou, virou pra trás, me olhou com quem diz “ah, foi tu que trouxe os chocolates” e fez sinal de positivo agradecendo. E eu aproveitei que ela estava me olhando, coloquei meus braços entre as grades, com uma caneta numa mão e o CD/DVD Manuscrito em outra gritei: “autografa pra mim Sandy, por favor?”. E ela fez sinal para o segurança dela ir até a grade, pegar o Manuscrito e levar para ela autografar. Nossa, fiquei mega feliz, nem acreditei. Mas o anta do segurança dela veio até onde eu estava, e não, não pegou o meu Manuscrito. Que raiva. Aí eu gritei pra ela: “Sandy, ele não pegou, por favor, Sandy”.
Mas aí o anta do segurança fez sinal pra ela de que tinham que ir e ela me olhou e dando de ombros me disse “desculpa”. E entrou no carro. Aliás, no seu Volvo prata. Com um segurança no banco traseiro do carro e o outro na direção, o anta, Sandy entrou no lado do caroneiro e logo saíram do estacionamento. Sem perder tempo eu fui até o portão onde os carros estavam saindo, e quando o Volvo da Sandy passou, eu estava bem próxima ao vidro do carro e ainda fiz sinal para ela apontando para meu Manuscrito e rolando os dedos indicadores, um sobre o outro, como se eu quisesse dizer: “deixa para a próxima, e agradeci, mesmo assim”. Ela toda querida de dentro do carro, sorriu e me mandou um beijo. É óbvio que ali eu não podia pedir pra ela autografar mais, pois todo mundo me seguiu até o vidro do carro e se ali ela abrisse o vidro, já era... Todo mundo ia “pular” para dentro do carro pela janela. E aí o carro saiu. E eu fiquei ali na calçada com todo mundo e a emoção veio de vez. Cara chorei! Mas chorei de satisfeita e mega feliz que eu estava. Mesmo não tendo meu Manuscrito assinado para marcar definitivamente à noite, eu recebi aquele carinho do Junior, Xororó, Noely e Sandy, principalmente.  Chorei, os meninos que estavam ali me abraçaram e foi demais.
Dali, logo pegamos taxis, três para ser mais exata, e retornamos para o hotel. Lá eu cheguei e fui direto para o meu quarto. Lisi também, mas ela foi direto deitar e eu direto para frente do note escrever sobre essa noite incrível e tudo que aconteceu antes, durante e depois dela.

Em êxtase’


Fui dormir praticamente às seis da manhã, entregue pelo cansaço, sem ter concluído esse post. Ao que, eu só consegui concluir em, 28 de dezembro de 2011, e corrigi-lo posteriormente para hoje postar aqui. 
Mas estou extremamente feliz, ainda hoje, pois finalmente, todos os detalhes que levaram eu a ter essa noite incrível e os detalhes da mesma, estão aqui, registrados para serem compartilhados com os amigos tão queridos que fiz durante essa viagem, com as corujas que estiveram nesse show e também com os que não estiveram, mas que ainda hoje, querem saber como foi estar lá, mesmo através do olhar e das sensações detalhadas de outra fã: eu!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

As pessoas como os status do MSN’


Numa pesquisa rápida na internet, logo descobrimos o significado das cores que representam o status do MSN de qualquer pessoa. Se for verde, significa que a pessoa esta disponível; laranja, a pessoa esta ausente; vermelho, significa que a pessoa esta ocupada; e cinza, mostra que a pessoa esta offline, ou seja, não esta conectada ao MSN.
Vocês que chegaram ao fim desse primeiro parágrafo devem ter concluído “que idiota! Qualquer pessoa que faz uso da ferramenta, e/ou, tem alguma noção de tecnologia e internet sabe disso”. E claro, concordo com teu pensamento. Mas precisava citar isso para iniciar esse post.
Você já se perguntou qual é o status das pessoas na sua vida? Quero dizer, você já parou para refletir se aquele status colocado pelos seus contatos no MSN, realmente condiz com o que esta mostrando e se isso reflete de alguma forma na vida real e não virtual?
Algumas pessoas estão sempre disponíveis. Podem estar sempre correndo, sempre mega atarefadas, mas estão sempre disponíveis. Parecem verdes, mas nos surpreende ao mostrar o seu amadurecimento quando usar da sua disponibilidade. É claro que há pessoas disponíveis por não ter outra opção, por não ter o que fazer, mas isso não vem ao caso, porque estar disponível também é uma escolha. Vai do querer da pessoa se ocupar ou se acomodar.
Ao contrario das pessoas disponíveis, há pessoas “offline”. Há pessoas com as quais dificilmente temos contato, pessoas, as quais nós vemos lá de vez em quando, e outras pessoas que resolvemos não ver ou não vemos mais pelo simples fato de termos as bloqueado e/ou excluídas. Às vezes é necessário, fazer o que.
Há ainda, os contatos que usam seu status ocupado. Logo devemos entender que essas pessoas não devem ser incomodadas, pois estão (ou deveriam estar) muito ocupadas. Seja La resolvendo coisas, lendo e/ou fazendo qualquer outra coisa e por isso, naquele momento não tem tempo disponível para outras pessoas. Mas pode ser que essa ocupação, signifique que essa “alma” atarefada, possa estar somente ajudando alguém, consolando, conversando, ouvindo... Dando colo. E por isso, torna-se ocupado, pois ajudar alguém é algo que exige um tempo da gente e para que a nossa ajuda valha a pena, esse deve ser um momento de se doar, e estar inteiro para aquilo.
E por fim, há as pessoas ausentes. Que estão ali fazendo parte da sua lista de contatos, de amigos, mas não estão nem disponíveis para você, nem ocupados e nem invisíveis. Estão ali ocupando um espaço na sua vida, simplesmente por ocupar. Mas do que adianta ocupar esse espaço e ser tão ausente? É quase como um balão. Ocupa espaço, mas é cheio de nada. Concordo que tenha sua beleza, seu colorido, mas do que adianta, se foge do contexto daquilo que é necessário para a vida? Estar presente e se fazer presente. Ser, não transparente, mas sincero.
Ausentar-se é uma enfermidade, em minha opinião, é um morrer sem realmente deixar a vida. Nessa ausência muitas coisas podem se perder. Não o que foi vivido, mas o tempo que passa e que nos envelhece. É uma lacuna que fica entre um inicio e um fim sem o meio para ligar essas duas extremidades. E se há um caminho novo para ligar essas pontas? Bom, pode até ter, mas é um caminho difícil, pois não se trilha através das mesmas historias, ou ao menos semelhanças... É um espaço sem lembrança, triste e silencioso. É um caminho que se faz só, sem companhia, sem um compartilhar.
Ficar ausente pode ser assim, um estado vegetativo infinito. E o fim, o excluir, pode vir para alguém e ai o contato se perde e tudo o que era para ter sido vivido, tudo o que era para ter sido dito, declarado, confidenciado, compartilhado, deixará realmente de acontecer. Não terá chance alguma de ser vivido.
E talvez seja isso mesmo... Ser ausente é mostrar que aqueles planos para a vida, vão ficar apenas registrados em meros históricos teóricos onde a prática não ganha e nem ganhará espaço.